Com o período de chuvas intensas no Pará, a população precisa redobrar a atenção para evitar a leptospirose. A doença infecciosa representa um risco maior em áreas alagadas, um cenário comum durante o inverno amazônico.
A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de ratos. Embora os roedores contaminados não adoeçam, a bactéria é liberada por eles e pode sobreviver por meses em esgotos e locais úmidos. Durante as chuvas, a água eleva essa bactéria para a superfície, o que aumenta significativamente o risco de infecção em humanos.
A contaminação ocorre principalmente quando a pele, especialmente com algum ferimento, entra em contato com água ou lama contaminada. Especialistas alertam que a doença também pode ser contraída pela mucosa ou pela pele íntegra após exposição prolongada em água ou lama infectada, além do consumo de alimentos ou água contaminados.
Medidas Preventivas para Evitar a Leptospirose
A prevenção da leptospirose inclui evitar o acúmulo de lixo e água parada, proteger os pés com calçados fechados ao andar em áreas alagadas, consumir apenas água tratada, não deixar restos de alimentos de animais de estimação expostos, evitar alimentos de origem duvidosa ou contaminados e não tomar banho em locais próximos a áreas infestadas por roedores.
Os sintomas iniciais da leptospirose incluem febre, dor de cabeça e dor muscular. No entanto, a doença pode evoluir para complicações mais graves, como icterícia e insuficiência renal.
Situação da Leptospirose no Pará
No estado do Pará, foram registrados 151 casos de leptospirose em 2025, com a maioria das ocorrências entre janeiro e abril. Belém, Óbidos e Castanhal foram os municípios com mais registros. Em 2026, até fevereiro, foram notificados quatro casos, sendo três em Santarém e um em Breves.
Em caso de sintomas, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para o tratamento adequado da doença.




