Secretária do Meio Ambiente relata desmatamento com mais de mil hectares em área quilombola

Entrevista com a Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis

Bem quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Civil de Goiás com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-GO) realizam operação para conter e punir os responsáveis pelo desmatamento ilegal de mais de mil hectares (equivalente a mil campos de futebol) no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, na região da Chapada dos Veadeiros, em Cavalcante (GO).

A Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis conta que a denúncia anônima chegou através do Whatsapp da secretaria: “percorremos quase 100km depois de Cavalcante, e encontramos um lugar completamente ermo, de difícil acesso. Nossa operação foi um sucesso, pois conseguimos prevenir que uma área ainda maior pudesse ser desmatada”, destaca.

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Os quilombolas, na região de Cavalcante-GO é uma área de preservação ambiental declarada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). A secretária explica que mesmo que seja um área quilombola, nenhuma área que não tenha permissão da SEMAD pode ser desmatada: “a área desmatada é particular, os donos foram multados em mais de 5 milhões de reais, tudo foi embargado e apreendido, inclusive o funcionário técnico que prestou informações falsas também foi multado”.

Questionada sobre um possível reflorestamento no local, a secretária explica: “a legislação ambiental prevê três tipos de penalidades: a primeira é a criminal mesmo que compete ao MP apurar, a segunda são as multas que a SEMAD é responsável pela aplicação e a terceira é a de reparação do dano, que depende de uma ordem judicial, para determinar que o infrator promova essa recuperação. Estamos tentando recuperar esses danos e bloquear os bens dos responsáveis”.

Andréa Vulcanis conta que no estado os crimes ambientais estão sendo punidos com o máximo de rigor e que operações no Rio Aruaguaia também estão sendo feitas. Ela ressalta que todos que puderem ajudar o trabalho da Secretaria podem fazer denúncias anônimas: “importante dizer que qualquer denúncia ambiental feita, pode ser enviada para os telefones da secretaria. Pedimos também que as pessoas enviem a localização junto para que possamos ter um acesso mais fácil a esses locais denunciados”.

Disque denúncia: 0800 646 2112

Acompanhe entrevista completa:

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