Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiram estabelecer uma relação positiva após um começo marcado por dificuldades diplomáticas. Segundo ele, o atual contexto da América Latina abre espaço para novas oportunidades de cooperação entre os países. No encontro, Bessent avaliou que há sinais claros de boa vontade por parte do governo brasileiro e um ambiente favorável ao fortalecimento do diálogo bilateral. As declarações foram feitas durante a CEO Conference Brasil 2026, realizada em São Paulo, em evento promovido pelo BTG Pactual, segundo o jornal O Globo.
Ao comentar a relação entre os dois presidentes, o secretário destacou a evolução do entendimento político. Bessent ressaltou que Washington percebe disposição do Brasil para aprofundar a interlocução. Ele ainda mencionou que o presidente Lula tem tradição de manter bons relacionamentos com presidentes republicanos nos Estados Unidos e que agora a relação com o presidente Trump está em um bom tom. O secretário afirmou que a América Latina oferece oportunidades geracionais e que os Estados Unidos estão concentrados em fortalecer o eixo norte-sul, criticando a administração democrata de Barack Obama por não apoiar países interessados em adotar políticas econômicas favoráveis.
Essa aproximação entre Brasil e EUA pode resultar em iniciativas concretas nos próximos meses, segundo Bessent. Ele acredita que haverá visitas a empresários brasileiros e representantes do governo ao presidente Trump, com o presidente Lula, o que considera ser marcante. O secretário também destacou a importância da relação entre os Estados Unidos e a China, afirmando que embora exista rivalidade, é desejável que ela seja justa. No âmbito do G20, iniciativas estão sendo tomadas para garantir o crescimento econômico e a retomada da soberania em setores estratégicos.
Bessent enfatizou que os EUA lideram a corrida global pela inteligência artificial e que esse será um tema central na estratégia econômica do governo Trump para os próximos anos. Ele ressaltou a importância de manter uma relação produtiva com a China, mesmo sendo concorrentes, e afirmou que a competição impede a estagnação e incentiva a melhoria. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos acredita que a relação entre os dois países está em um lugar confortável, mas que é necessário reduzir os riscos e garantir uma rivalidade justa.




