Ao comentar a relação entre os dois presidentes, o secretário destacou a evolução do entendimento político. Bessent ressaltou que Washington percebe disposição do Brasil para aprofundar a interlocução. Ele ainda mencionou que o presidente Lula tem tradição de manter bons relacionamentos com presidentes republicanos nos Estados Unidos e que agora a relação com o presidente Trump está em um bom tom. O secretário afirmou que a América Latina oferece oportunidades geracionais e que os Estados Unidos estão concentrados em fortalecer o eixo norte-sul, criticando a administração democrata de Barack Obama por não apoiar países interessados em adotar políticas econômicas favoráveis.
Essa aproximação entre Brasil e EUA pode resultar em iniciativas concretas nos próximos meses, segundo Bessent. Ele acredita que haverá visitas a empresários brasileiros e representantes do governo ao presidente Trump, com o presidente Lula, o que considera ser marcante. O secretário também destacou a importância da relação entre os Estados Unidos e a China, afirmando que embora exista rivalidade, é desejável que ela seja justa. No âmbito do G20, iniciativas estão sendo tomadas para garantir o crescimento econômico e a retomada da soberania em setores estratégicos.
Bessent enfatizou que os EUA lideram a corrida global pela inteligência artificial e que esse será um tema central na estratégia econômica do governo Trump para os próximos anos. Ele ressaltou a importância de manter uma relação produtiva com a China, mesmo sendo concorrentes, e afirmou que a competição impede a estagnação e incentiva a melhoria. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos acredita que a relação entre os dois países está em um lugar confortável, mas que é necessário reduzir os riscos e garantir uma rivalidade justa.



