Segundo Bolsonaro, compra de seringas não é responsabilidade dele

Em documento enviado à Justiça, o presidente afirmou que o Ministério da Saúde é responsável pelo processo de compra de insumos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em documento enviado à Justiça, que não é responsável pela compra de seringas para a vacinação contra a Covid-19. Segundo ele, a responsabilidade é do Ministério da Saúde. A afirmação foi feita em um processo no qual o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) pede que a Justiça obrigue o presidente a adquirir seringas em quantidade suficiente para a vacinação de todos os brasileiros.

A ação foi aberta em janeiro depois que o Jair Bolsonaro anunciou que, em razão do aumento nos preços, o governo havia suspendido a compra de seringas. “Se a gente compra com o preço lá em cima, a imprensa ia me acusar de ser corrupto, que comprei superfaturado. Então, foi suspensa”, afirmou Bolsonaro à época.

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Kataguiri disse no processo que o governo brasileiro negligenciou a vacinação. “Tivesse o presidente da República agido responsavelmente, a aquisição [de seringas] teria sido feita de maneira gradual, durante a pandemia, em preparação para a vindoura vacina”.

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Ao se defender no processo, Bolsonaro disse que a ação não poderia ter sido ajuizada contra ele, já que a compra de insumos para a saúde é responsabilidade do Ministério da Saúde. O presidente afirmou, também, que os esforços necessários estão sendo feitos para a aquisição das seringas e agulhas. A Justiça ainda não analisou o pedido de liminar.

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