Sem investimentos, Aparecida de Goiânia cai do 1º lugar para 2916º colocação na gestão de Gustavo Mendanha, revela índice Firjan

Prefeito de Aparecida não conseguiu manter o ritmo de crescimento que Maguito Vilela implantou da cidade

Nos quatro últimos anos os investimentos em Aparecida de Goiânia despencaram segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF, edição 2021). Com a pontuação média de 0.5367, a administração de Gustavo Mendanha caiu para 2916º colocação no Brasil e o 107º lugar em Goiás. Em 2019, na administração Maguito Vilela, o município era o 1º do ranking em Goiás e o 1º nacionalmente. Prefeito de Aparecida não conseguiu manter o ritmo de crescimento que Maguito Vilela implantou da cidade.

Maguito, que já foi deputado estadual, federal, senador, governador e ex-vice-presidente do Banco do Brasil (2007), sabia como ninguém onde buscar recursos e como aplicá-los no desenvolvimento de um município. Aparecida de Goiânia nunca se desenvolveu tanto quanto na gestão Maguito Vilela, motivo pelo qual fez seu sucessor, Gustavo Mendanha em Aparecida de Goiânia e elegeu-se prefeito da capital em 2020. Gustavo já mostra sinais de que não capitalizou as lições de Maguito e deixou o índice despencar.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

Na gestão de Maguito Vilela, Aparecida de Goiânia ocupava a primeira colocação nacional no ranking de investimos da Firjan | Reprodução DE

De acordo com o Índice Firjan, uma gestão é considerada de excelência quando a pontuação é superior a 0.8. É uma boa gestão quando o resultado está entre 0.6 e 0.8. Gestão em dificuldade é aquela que pontua entre 0,4 e 0.6 e gestão crítica, aquelas com resultados inferiores a 0.4. O IFGF analisa as contas das cidades brasileiras com base em dados oficiais através de quatro indicadores: Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos.

Na gestão de Gustavo Mendanha, Aparecida de Goiânia despencou para 2916ª lugar no ranking nacional de investimos da Firjan | Reprodução DE

Em 2016, quando Maguito era prefeito, o IFGF do município tinha pontuação máxima (1.0) neste quesito e hoje tem no governo Gustavo Mendanha 0.5367, o que é considerado crítico e puxa a pontuação geral para baixo. A pontuação vai de 0 a 1. Autonomia é a capacidade de financiar a estrutura administrativa; Gastos com Pessoal significa o grau de rigidez do orçamento; Liquidez trata do cumprimento das obrigações financeiras das prefeituras; e Investimentos, a capacidade de gerar bem-estar e competitividade. É neste último ponto que Aparecida de Goiânia perdeu nos últimos anos.

Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM)

O IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – é um estudo do Sistema FIRJAN que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde. Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.

Obras paradas

Um exemplo da falta de investimentos em Aparecida, é a falta de Cmeis para atender as crianças do município. De acordo com uma moradora da cidade a obra de um Cmei está parada há 6 anos. A construção do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) da rua São Bartolomeu, no Setor Jardim Alto Paraíso, em Aparecida de Goiânia tem indignado os moradores da região. A recepcionista, Thais Rocheany, que mora na região há mais de 6 anos, diz que desde que se mudou para o setor o CMEI se encontra abandonado.

Cerca de 29 mil crianças com idade entre 0 e 3 anos estão na fila por vagas em creches públicas, em Aparecida de Goiânia. O déficit foi apontado pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB), vinculado aos Tribunais de Contas dos Estados. De acordo com o levantamento, no município, das 32.156 crianças aptas a terem o benefício da matrícula, apenas 3.007 estão matriculadas, atualmente apenas 9,35% da demanda é atendida pela prefeitura de Aparecida.  Para o presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, a pandemia de Covid-19 contribuiu para a piora nos índices, uma vez que várias famílias perderam suas rendas e transferiram os filhos para o ensino público. Além disso, a baixa oferta de vagas afeta a volta dos pais no mercado de trabalho.

Nota da prefeitura

Em 2020, Aparecida estava preparada para aumentar em 15% sua capacidade de investimento. Após anos consecutivos se destacando neste indicador, com grandes volumes de obras na gestão do ex-prefeito Maguito Vilela e do atual prefeito Gustavo Mendanha, a cidade precisou, em função da pandemia, rever prioridades. Assim, aumentou os gastos com custeio, reorganizando a estrutura administrativa na gestão fiscal.

Diante da pandemia, a Prefeitura de Aparecida priorizou a vida de sua população. Com isso, os investimentos em saúde saltaram consideravelmente. “Aumentamos nossos leitos de UTI em mais de 500%, realizamos aproximadamente 400 mil exames RT-PCR, atendemos em nossas unidades pessoas do Estado inteiro, como exemplo, mais de 30% do total de nossas internações eram de pacientes oriundos de Goiânia”, explica André Rosa.

De 2010 para cá, a administração tem investido anualmente no município, em média, 16% da arrecadação, fazendo novas obras na cidade, como asfaltamento e construção de unidades de saúde. Também nesta última década, o balanço anual das contas de Aparecida tem fechado com superávit, expandindo, assim, os recursos disponíveis no Tesouro Municipal. Em 2020, o superávit de Aparecida chegou a R$ 169 milhões.

Passado o período mais crítico da pandemia e com avanço da vacinação, a cidade retoma a linha de crescimento. “Hoje, Aparecida está pronta para retomar seu nível de investimentos. Para isso, além dos recursos financeiros próprios que foram formados por superávits consecutivos nos últimos 11 anos, conta também com recursos oriundos de financiamento externo na ordem de US$ 120 milhões, que representa aproximadamente R$ 660 milhões e que serão aplicados na infraestrutura e outras áreas da administração”, esclarece o secretário da Fazenda.