Nesta sexta-feira (7 de agosto de 2026), o Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Daniel Perez, escolhido pelo presidente Donald Trump, para ocupar o cargo de embaixador do país no Brasil.
A votação foi apertada, com 52 senadores a favor e 47 contra a nomeação. Agora, Perez aguarda a concessão do agrément, ou seja, o aval do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, para assumir a posição.
A análise do nome de Perez ocorreu em bloco, juntamente com outras indicações. A expectativa inicial era de que ele pudesse integrar a missão diplomática no Brasil antes do primeiro turno das eleições, que está marcado para bienais.
Contudo, o governo Lula decidiu deixar a aprovação do agrément pendente, mencionando que só irá se manifestar após o resultado do segundo turno. Essa estratégia causou frustração entre os representantes norte-americanos, que esperavam um desfecho mais rápido.
Em resposta à situação, o governo Trump tomou a medida de cancelar o visto da atual embaixadora do Brasil em Washington. Embora o Planalto não tenha a intenção de rejeitar a indicação de Perez, a expectativa é que o agrément seja concedido apenas a partir de novembro.
Um dos fatores que contribuíram para a lentidão no processo de aprovação foi a maneira como a administração Trump tratou o pedido de agrément. O governo dos Estados Unidos só formalizou a solicitação ao Brasil após tornar pública a indicação de Perez, o que é considerado uma quebra de protocolo diplomático comum.
Normalmente, os nomes dos embaixadores são submetidos ao legislativo do país de origem somente após a confirmação do agrément pelo país receptor. Essa prática visa garantir um fluxo respeitoso e diplomático nas relações internacionais.
Cabe agora observar como essa situação se desenrolará após as eleições, com a administração Lula em posição de decisão, e como isso poderá impactar as relações Brasil-EUA sob o governo de Joe Biden.



