A votação fracassada paralisou um pacote de gastos de seis projetos de lei que financiaria mais de três quartos do governo federal, e uma paralisação parcial está prevista para começar após a meia-noite de sábado. Presidente em aparente recuo: Novo homem-chave de Trump em Minneapolis promete operação ‘mais inteligente’. Orçamento de US$ 175 bi de Trump para reprimir migrantes até 2029 supera gasto anual de todos os Exércitos, exceto EUA e China. Esperava-se que os senadores realizassem uma segunda votação sobre a revisão de um pacote de projetos, mas mesmo um resultado positivo ainda exigiria a aprovação pelos deputados na Câmara dos Representantes, que só retorna do recesso na segunda-feira — mais de dois dias após o prazo da noite de sexta-feira. De acordo com as regras do Congresso, projetos de lei idênticos precisam ser aprovados tanto pela Câmara quanto pelo Senado para se tornarem lei. Esta será a segunda paralisação do governo desde que Trump assumiu o cargo há um ano, embora houvesse grandes expectativas de que ela pudesse ser limitada ao fim de semana, ao contrário da paralisação recorde de 43 dias do verão passado. Os democratas deixaram claro que pretendiam bloquear o pacote de seis projetos de lei, a menos que o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) fosse separado e renegociado para impor novas salvaguardas ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), a agência federal de aplicação da lei com maior financiamento. “O que o ICE está fazendo é violência sancionada pelo Estado e isso precisa parar. E o Congresso tem a autoridade — e a obrigação moral — de agir” – disse o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer. Schumer anunciou posteriormente que a Casa Branca havia concordado com uma estrutura temporária que atendia às demandas dos democratas sobre o projeto de lei do DHS, embora a mídia americana tenha relatado que a votação sobre o acordo havia sido adiada para sexta-feira. Trump instou legisladores de ambos os partidos a apoiarem o acordo, apelando a um ‘voto bipartidário ‘SIM’, tão necessário’, numa publicação nas redes sociais em que apoiava a proposta. Uma paralisação prolongada provavelmente colocaria centenas de milhares de funcionários federais em licença ou os forçaria a trabalhar sem receber, com a perturbação econômica a se espalhar muito além de Washington.




