Fernando Bezerra Coelho ascendeu politicamente durante o governo de Eduardo Campos e chegou a assumir o Ministério da Integração Nacional de Dilma Rousseff. Defendeu uma aliança entre os partidos para a eleição de 2014, mas acabou apoiando a candidatura de Campos, que faleceu em acidente aéreo. Após apoiar o impeachment de Dilma, tornou-se um dos principais articuladores de Michel Temer no Senado e foi relevante na aprovação de pautas como a reforma trabalhista. Sua família também ampliou sua influência no governo, com seu filho sendo ministro de Minas e Energia durante parte do governo Temer. No âmbito local, seu outro filho foi eleito prefeito de Petrolina e depois candidatou-se ao governo de Pernambuco.
Durante o governo Bolsonaro, Fernando Bezerra foi líder do governo no Senado e se tornou um articulador estratégico, especialmente na região Nordeste. Destinou verbas para obras de infraestrutura na Codevasf, em Petrolina, por meio de emendas parlamentares. Esses repasses estão sob investigação por suspeitas de direcionamento de licitações e desvio de verbas. Desde que deixou o Senado, tem se dedicado a fortalecer seu grupo político familiar. Para as eleições de 2026, planejam a reeleição de Fernando Coelho Filho à Câmara e a candidatura de Miguel Coelho ao Senado. A estratégia política inclui alianças com partidos locais para ampliar sua base.
A família Bezerra Coelho se tornou uma força política no sertão nordestino, transitando entre diferentes governos e mantendo sua influência ao longo dos anos. Com o patriarca sendo investigado pela Polícia Federal, o futuro político da família é incerto. No entanto, seus planos para 2026 indicam uma continuidade nas articulações e na busca por cargos eletivos. A relação com diferentes esferas do poder, tanto federal quanto estadual, evidencia a capacidade de adaptação e sobrevivência política do clã. Resta aguardar os desdobramentos das investigações e as movimentações políticas que seguirão nos próximos anos.




