Sérgio Nahas: empresário preso na Bahia após 23 anos do crime em SP

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Quem é Sérgio Nahas, o empresário preso na Bahia 23 anos após assassinar esposa em São Paulo

Empresário foi filmado por câmera de reconhecimento facial em Praia do Forte, destino turístico na Bahia. Havia um mandado de prisão expedido pela Justiça desde 2018. Crime ocorreu no bairro de Higienópolis, Centro de DE.

Sérgio Nahas foi encontrado em Praia do Forte, na Bahia — Foto: Polícia Militar

Preso na Bahia 23 anos depois de ter matado a esposa, Sérgio Nahas é um empresário paulistano do setor têxtil e de confecções que ficou conhecido principalmente pela grande repercussão do assassinato de sua ex-companheira, Fernanda Orfali.

O crime aconteceu em setembro de 2002, com disparo de arma de fogo no apartamento onde o casal vivia em Higienópolis, bairro nobre do Centro de São Paulo.

Na época, Nahas tinha 38 anos e Orfali, 28 anos. A arma usada no crime pertencia ao próprio Nahas e não estava era registrada pelas autoridades paulistas.

O inquérito policial apontou que o assassinato aconteceu após uma discussão entre o casal, motivada por descobertas de traições e uso de drogas por parte do empresário.

A defesa de Sérgio Nahas sempre afirmou que Fernanda Orfali sofria de depressão e teria cometido suicídio, argumento que foi usado ao longo do processo e em recursos apresentados pelos advogados.

No entanto, laudos periciais mencionados pela imprensa na época do crime indicaram que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda, o que é um elemento primordial em casos de suicídio por arma de fogo.

Apesar disso, Nahas sempre respondeu ao processo em liberdade por muitos anos enquanto recorria das decisões judiciais.

Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo o condenou à pena de 7 anos de prisão em regime semiaberto pelo homicídio de sua esposa.

A defesa recorreu dessa condenação, e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, o STF confirmou a condenação e aumentou a pena para 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, por unanimidade dos ministros.

Após essa decisão, a Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão para que ele cumprisse a pena em regime fechado, mas ele permaneceu foragido por todo esse período.

Da esquerda para a direita: prédio onde casal Fernanda Orfali e Sergio Nahas moravam e arma de empresário — Foto: Montagem: Google Maps/ Arquivo Pessoal / Polícia Civil

Sérgio Nahas foi preso no sábado (17) em Praia do Forte, mesmo destino turístico onde o casal passou a lua de mel antes do crime.

No sábado, ele foi reconhecido por uma câmera de vídeo monitoramento facial na Praia do Forte, em Mata de São João, destino turístico do litoral norte da Bahia.

Sérgio Nahas estava hospedado em um condomínio de luxo. De acordo com a Polícia Militar, com o empresário os agentes encontraram 17 pinos de cocaína, três celulares, um carro modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo.

O crime aconteceu em 2002, no apartamento do casal, em São Paulo. Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos.

Para a acusação, Nahas matou Fernanda porque se sentiu ameaçado após ela descobrir que o marido a traía e usava drogas. Segundo a Promotoria, o empresário também estava preocupado com a partilha dos bens diante da possibilidade de a mulher pedir o divórcio.

Ainda segundo a acusação, Nahas arrombou a porta do closet onde Fernanda estava para se proteger do marido. Em seguida, de acordo com o promotor, ele atirou duas vezes. Laudo oficial da perícia apontou que o primeiro disparo atingiu a mulher, enquanto o segundo saiu pela janela.

Fernanda fazia tratamento contra depressão. De acordo com a defesa de Nahas, diários escritos pela própria vítima indicavam que ela tinha o desejo de tirar a própria vida.

Contudo, o laudo da Polícia Técnico-Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda. Quanto a isso, a defesa do empresário alegou que a pistola usada só deixa resíduos na roupa.

Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da pistola, mas foi solto por decisão da Justiça após 37 dias.

Sérgio Nahas foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2018. Na época, a pena estipulada foi de 7 anos, em regime semiaberto. Contudo, a defesa do empresário entrou com recurso e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

A pedido do Ministério Público, o STF aumentou a pena do réu. Na época, ainda cabia recursos e ele respondia o processo em liberdade.

Em junho de 2025, os recursos se esgotaram e a Justiça paulista expediu o mandado de prisão para cumprimento da pena.

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