Servidor público do IFPR é preso por apologia ao nazismo e ameaça: Instituição toma medidas contra condutas criminosas

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Servidor público é preso na véspera do Réveillon por publicar ameaça com símbolo nazista, no Paraná: ‘Vem muita desgraça e morte para todos’

Phetronio Paulo de Medeiros trabalha no IFPR. Instituição de ensino disse que ele será afastado imediatamente das funções. Em 2024, homem já havia sido condenado pelo crime de apologia ao nazismo por outras postagens.

Servidor público de instituto de ensino é preso suspeito de apologia ao nazismo e ameaça

O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros, que trabalha no Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Irati, na região central do Paraná, foi preso preventivamente na véspera do Réveillon suspeito de apologia ao nazismo, ameaça de atentado e veiculação de símbolos nazistas em diversas redes sociais.

Segundo o delegado Rafael Rybandt, responsável pela investigação, o técnico em contabilidade possui diversos perfis e, nas postagens, fazia uso da cruz suástica (símbolo do nazismo) acompanhada de expressões de saudação do regime alemão, além de frases de ameaça como: “Vem muita desgraça e morte para todos”.

Phetronio foi detido no final da tarde de quarta-feira (31) no Centro de Curitiba, onde estava em um apartamento alugado para passar a virada de ano. A prisão contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

O DE entrou em contato com a defesa do servidor público e o advogado dele afirmou que ainda não teve acesso a informações relativas às prisão, e que se manifestaria posteriormente.

Em nota, o IFPR disse que o técnico em contabilidade será afastado imediatamente das funções e que um processo administrativo disciplinar será aberto para a apuração do caso.

Em 2024, Phetronio foi condenado pelo mesmo crime. Na época, ele morava no Rio Grande do Sul, trabalhava na Universidade Federal de Pelotas e, segundo a sentença, também fez postagens de cunho nazista nas redes sociais.

O delegado Rafael Rybandt explicou ao DE que solicitou o mandado de prisão preventiva porque as investigações verificaram que o homem costumava intensificar as postagens com ameaças e apologia ao nazismo em datas próximas ao Natal e Réveillon.

“Como nessas datas há mais aglomerações de pessoas, muitos ataques de ódio são programados para elas. […] O fato dele ser agente público vinculado a uma instituição federal de ensino trouxe ainda mais urgência para a resposta policial ao caso. […] A Polícia Civil do Paraná reforça o compromisso no combate a crimes de ódio e intolerância e solicita a colaboração da população. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque-Denúncia)”, ressalta.

Em 2024, Phetronio Paulo de Medeiros foi condenado pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul pelo crime de apologia ao nazismo. O DE teve acesso à sentença. O documento aponta que pelo menos desde 2018 o homem fazia postagens com a cruz suástica, para fins de divulgação do nazismo, por meio de redes sociais.

Ele foi condenado a dois anos e quase meses de reclusão em regime inicial aberto e ao pagamento de uma multa, mas teve a pena privativa de liberdade substituída por prestação de serviços à comunidade e aumento da multa.

Em dezembro de 2025 o processo tramitou em julgado; ou seja, não pode mais ser contestado.

Phetronio Paulo de Medeiros tem 40 anos de idade é natural do Rio Grande do Norte. Segundo o perfil dele no site do IFPR, o homem é graduado em Ciências Contábeis e trabalhou como professor na Universidade Federal da Paraíba, onde também assumiu o cargo de técnico em contabilidade. Em 2019 ele se mudou para o Rio Grande do Sul e passou a atuar como técnico em contabilidade na Universidade Federal de Pelotas até 2024, quando se mudou para Irati e assumiu o mesmo cargo no DE.

O Instituto Federal do Paraná lamenta o episódio da prisão do servidor do Campus Irati do DE, Phetronio Paulo de Medeiros, técnico em contabilidade. Informamos que o referido servidor faz parte do quadro o DE há apenas 1 ano e quatro meses e que suas condutas, se confirmadas, afrontam diretamente as crenças do Instituto Federal do Paraná enquanto instituição de excelência na formação técnica e tecnológica em nível estadual. Enfatizamos, ainda, que o DE não compactua com quaisquer formas de discriminação e que repudia veementemente ações criminosas de apologia ao nazismo, de xenofobia, de misoginia, de homofobia, de racismo ou de preconceito religioso que porventura sejam cometidas por qualquer um de seus servidores.

O Reitor do Instituto Federal do Paraná, Professor Adriano Willian da Silva Viana Pereira reforça, ainda, que toda e qualquer atitude criminosa cometida por membros da comunidade acadêmica do IFPR é passível de apuração imediata por parte da instituição. Dessa forma, comunicamos que o servidor em questão será afastado imediatamente de suas funções e que um processo administrativo disciplinar será aberto para a apuração do caso, preservando-se, como garante a Constituição Federal, em seu Art. 5º, Inciso LV, o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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