Servidor público preso na véspera do Réveillon por apologia ao nazismo no PR foi condenado pelo mesmo crime um ano antes em outro estado
Phetronio Paulo de Medeiros é natural do Rio Grande do Norte e atualmente mora no Paraná. Ele é concursado do IFPR, que disse que ele será afastado imediatamente das funções após a reincidência do crime.
Servidor público de instituto de ensino é preso suspeito de apologia ao nazismo e ameaça
O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros, que foi preso preventivamente no Paraná na véspera do Réveillon por apologia ao nazismo, já é condenado por ter cometido o mesmo crime anos antes, em outro estado.
Atualmente, Phetronio é técnico em contabilidade do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Irati. No entanto, ele é natural do Rio Grande do Norte e morou em outros estados antes de se mudar para o Paraná.
Segundo o delegado Rafael Rybandt, responsável pela investigação do caso mais recente, a Polícia Civil paranaense descobriu que o homem possui diversos perfis com variações no nome nas redes sociais, e costumava intensificar as postagens com ameaças e apologia ao nazismo em datas próximas ao Natal e Réveillon. Saiba mais abaixo.
O DE apurou que em 2018, quando trabalhava na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o homem fez uma postagem nas redes sociais no dia 24 de dezembro com a suástica usada como símbolo do regime nazista, acompanhada dos dizeres “Merry Christmas” (Feliz Natal, em língua inglesa).
Phetronio Paulo de Medeiros é condenado por apologia ao nazismo devido a postagem feita em 2018 — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A publicação foi denunciada em abril de 2023, quando Phetronio estava morando no Rio Grande do Sul e trabalhando na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Por isso, o processo tramitou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e, em julho de 2024, o servidor público foi condenado por apologia ao nazismo.
Ele foi sentenciado a dois anos e quatro meses de reclusão em regime inicial aberto e ao pagamento de uma multa, mas teve a pena privativa de liberdade substituída por prestação de serviços à comunidade e aumento da multa.
Dois meses depois, ele começou a trabalhar no IFPR (em setembro de 2024). Em nota, o IFPR disse que o técnico em contabilidade será afastado imediatamente das funções e que um processo administrativo disciplinar será aberto para a apuração do caso. Veja a nota na íntegra mais abaixo.
O DE questionou se o Instituto Federal do Paraná checou os antecedentes criminais de Phetronio antes de contratá-lo, em 2024, e aguarda resposta.
Em dezembro de 2025 o processo do caso da postagem de 2018 tramitou em julgado; ou seja, não pode mais ser contestado. Agora, Phetronio Paulo de Medeiros é alvo de um novo inquérito movido pela Polícia Civil do Paraná devido a novas postagens feitas nas redes sociais.
Ao DE o advogado de defesa do servidor público afirmou que não teve acesso a informações relativas à prisão, e que se manifestaria posteriormente.




