Presa por desvio milionário, servidora é investigada por gastar dinheiro público em apostas
DE acordo com a polícia, dinheiro da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal era transferido para contas particulares e desvio é de cerca de R$ 6 milhões; servidora poderá responder por improbidade administrativa e pode ser exonerada.
DElegacia de Campos do Jordão investiga o caso. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
A servidora pública presa suspeita de desviar cerca de R$ 6 milhões da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal é investigada pela Polícia Civil por supostamente utilizar parte dos valores em apostas, inclusive online.
O delegado responsável pelo caso, Luís Geraldo Ferreira, afirmou ao DE que outras pessoas são investigadas para apurar possível envolvimento no esquema.
> “Ela pulverizava os valores em diversas contas, e esse dinheiro acabava retornando para ela. Foi assim que conseguimos refazer o caminho e identificá-la. Em depoimento, ela alegou que usou boa parte do dinheiro em jogos de azar, em plataformas digitais. Mas a investigação ainda está em andamento, inclusive para verificar se há outras pessoas envolvidas nesse desvio de grande quantidade”, afirmou o delegado.
DE acordo com a polícia, o dinheiro era transferido para contas particulares, que foram rastreadas ao longo da investigação. Até o momento, aproximadamente R$ 800 mil foram recuperados.
A mulher foi presa preventivamente, medida que não tem prazo definido e pode ser renovada a cada 90 dias. Ela foi indiciada por peculato, crime que ocorre quando um funcionário público se apropria de dinheiro ou bens em razão do cargo. A pena prevista varia de dois a 12 anos de prisão.
DE começo da tarde desta quinta-feira (12), a servidora passou por audiência de custódia e seguirá presa, segundo o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.
POSSÍVEL EXONERAÇÃO E PROCESSOS
DE acordo com a Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal, além da apuração criminal, foram abertos procedimentos nas esferas civil e administrativa. A servidora poderá responder por improbidade administrativa e pode ser exonerada.
A administração municipal informou que a funcionária é concursada e atuava na pasta da tesouraria. O salário dela era de R$ 2 mil por mês.
DE acordo com o prefeito, Anderson Parrão (PL), o levantamento interno começou em junho de 2024, mas os desvios de valores mais altos foram identificados no fim do ano passado. A Prefeitura também informou que a servidora teria utilizado sistemas ligados ao Tribunal de Contas para cometer as irregularidades.
“Na sexta-feira, o secretário de administração foi procurado por uma funcionária e, de posse de todos os documentos comprobatórios, ela entregou a ele e ele me acionou. Era uma conta que ela não tinha acesso de propósito. Ela bloqueou a senha, mas conseguimos ter acesso e foi onde a gente constatou toda essa situação. Imediatamente já acionei a Procuradoria municipal, setor jurídico e financeiro, pra gente fazer uma auditoria de forma rápida. Acionei Polícia Militar, o judiciário, Ministério Público de SP. E desde sexta-feira estamos trabalhando nessa questão”, narrou o prefeito.




