Setor de Serviços no DF: Crescimento de 42% em 10 anos, mas Salários Estagnados e em Queda

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Setor de serviços cresce 42% no DF em 10 anos, mas vagas ficam estagnadas e
salário médio cai

De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços, do IBGE, salário médio pago no setor
caiu de 2,6 para 2,4 salários-mínimos entre 2014 e 2023.

Mulher e homem sentados à mesa com computador em imagem de arquivo —
Foto: Reprodução/EPTV

O número de empresas do setor de serviços no Distrito Federal cresceu 42,5% em
10 anos, mas o total de pessoas empregadas nessas firmas praticamente não mudou.

É o que aponta a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2023, divulgada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27).

O dado se refere às empresas de serviços não financeiros e inclui atividades
ligadas a comércio, manutenção, imóveis, informação, saúde e educação, por
exemplo.

De acordo com o levantamento, em 2014 havia 26,8 mil empresas de serviços não
financeiros no DF. Em 2023, o número chegou a 38,2 mil — um aumento de 11,4 mil
negócios, ou 42%.

No entanto, no mesmo período, a quantidade de trabalhadores passou de 386,4 mil
para 388,4 mil, um crescimento de apenas 0,5%.

Enquanto o número de empresas aumentou, o pagamento diminuiu. O salário médio
mensal pago pelas empresas de serviços, no Distrito Federal, passou de 2,6 para 2,4 salários mínimos.

Apesar da redução, o DF segue entre os maiores salários do país no setor,
ocupando a 3ª posição no ranking nacional, atrás de São Paulo (2,8 salários-mínimos) e
Rio de Janeiro (2,5). Acre, Roraima e Piauí registraram os menores valores, de 1,4.

SERVIÇOS E RECEITA PARA O DF

Número de empresas atuantes no DF segundo atividades de serviço 2014/2023
— Foto: g1 DF/IBGE

No ano passado, as empresas de serviços geraram R$ 88,3 bilhões em receita bruta
no Distrito Federal.

O maior peso foi do segmento de serviços profissionais, administrativos e
complementares —atividades rotineiras de apoio ao funcionamento de empresas e
organizações, além de serviços de vigilância; limpeza de prédios; etc — , que
respondeu por 34% do total.

Em seguida, os serviços de informação e comunicação representaram 21,1% do
valor.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares também concentrou o
maior número de empresas (15,3 mil) e de trabalhadores (183,4 mil).

Os serviços prestados principalmente às famílias — como restaurantes, hotéis,
academia, cabeleireiro e ensino de idioma —ficaram em segundo lugar, com 11,7
mil empresas e 79,5 mil empregados.

Entre os segmentos que mais cresceram em número de trabalhadores de 2014 a 2023
estão as atividades imobiliárias (+32,7%) e os serviços de informação e
comunicação (+21,9%).

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