Síndrome rara do diabetes causa atraso no crescimento de jovem no Paraná

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Aos 18 anos de idade, Jhonatan Vinícius Rodrigues da Silva é frequentemente confundido com uma criança. O motivo é uma complicação rara do diabetes tipo 1 que interfere diretamente no crescimento e no desenvolvimento físico dele.

Morador de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o estudante de engenharia da computação e garçom foi diagnosticado com a Síndrome de Mauriac, condição causada pelo controle inadequado da glicemia por longo tempo.

“A Síndrome de Mauriac não deixa eu me desenvolver, eu aparento ser mais criança. Tem pessoas que estranham por causa da voz e a aparência, mas estou acostumado”, contou.

Diagnóstico e tratamento

A endocrinologista Rosângela Réa, coordenadora da Unidade de Diabetes do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que a síndrome não é provocada pelo diabetes em si, mas pelo descontrole prolongado da doença.

Conforme a médica, a síndrome afeta principalmente crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1. Se houver um longo período de controle inadequado, os portadores desenvolvem atrasos no crescimento físico e puberdade. Há risco, também, de aumento do fígado, obesidade e alterações metabólicas.

Se tratada cedo, a síndrome pode ser reversível. No caso de Jhonatan, o diabetes ainda pode ser controlado, mas a aparência infantil não deve mudar, uma vez que o tratamento começou após uma fase importante de desenvolvimento corporal.

Tecnologia inovadora no tratamento

Recentemente, Jhonatan passou a usar um Sistema Automatizado de Infusão de Insulina, conhecido como “bomba de insulina”, tecnologia que libera o hormônio de forma programada no corpo e ajuda a estabilizar os níveis de glicose no sangue.

De acordo com a endocrinologista, a tecnologia representa um avanço em relação aos modelos mais antigos de bombas, oferecendo um melhor controle metabólico do paciente.

Sistema de saúde no Paraná

O Paraná segue orientações nacionais e estaduais para o tratamento de diabetes tipo 1 e tipo 2 na rede pública de saúde. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde os pacientes recebem acompanhamento inicial e, quando necessário, são encaminhados para especialistas.