O Sistema Cantareira, localizado na região bragantina e responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, está operando com apenas 20,2% de sua capacidade nesta terça-feira, o que representa menos da metade do volume registrado no mesmo período do ano passado. Em comparação com 2021, os reservatórios estão com um nível significativamente mais baixo, já que há um ano estavam com 50,9% do total armazenado.
Além da queda no volume de água armazenada, o sistema enfrentou outro desafio neste ano: a quantidade de chuva tem ficado abaixo da média histórica estimada para 2025. Segundo dados da Sabesp, o acumulado de chuvas foi de 1.141 milímetros, o que representa apenas 77% do volume esperado para o ano. Em uma análise de 10 anos, esse índice só não foi menor do que o registrado em 2021, que foi de 73%.
Com a ausência de chuvas consistentes, a pressão sobre o Sistema Cantareira aumenta, pois, na metade do ano, a tendência é de uma diminuição no volume armazenado. Para que haja uma recuperação efetiva dos reservatórios, são necessárias chuvas mais regulares e intensas. A hidróloga do Cemanden, Adriana Cuartas, ressalta que, no último trimestre de 2025, houve regiões que passaram mais de 60 dias sem chuva, o que prejudicou a recarga do solo.
O baixo índice registrado em 2025 no Sistema Cantareira não era observado desde 2017. A Agência Nacional de Águas (ANA) manteve o Cantareira na faixa de restrição no último dia do ano passado, evidenciando a preocupante situação dos reservatórios. Diante desse panorama, as autoridades locais alertam para a necessidade de medidas urgentes para garantir o abastecimento de água na região.
A seca prolongada e a escassez de chuvas têm colocado em xeque a capacidade de fornecimento de água do Sistema Cantareira, destacando a importância de políticas eficazes de gestão hídrica e de conscientização da população sobre o consumo responsável. Com a aproximação da estação seca, é fundamental adotar medidas para preservar os recursos hídricos, a fim de evitar um agravamento da situação e garantir a segurança hídrica da região bragantina e da Grande São Paulo.




