Sobrevivente do naufrágio em Manaus relata desespero e falta de coletes: Tragédia no Encontro das Águas alerta para segurança marítima

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Após o acidente ocorrido no Encontro das Águas, uma sobrevivente do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV em Manaus, Júlia Moraes, relatou momentos de desespero e falta de coletes suficientes para todos os passageiros. Segundo Júlia, foi necessário segurar seu filho de 1 ano e mês por cerca de 30 minutos para evitar que ele afundasse, devido à superlotação da embarcação e à falta de equipamentos de segurança adequados.

O naufrágio, que resultou na morte de duas pessoas e no desaparecimento de outras sete, ocorreu quando a lancha partiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. De acordo com relatos, após passar pela região conhecida como “gelão”, a lancha começou a enfrentar ondas fortes, mesmo com pedidos dos passageiros para diminuir a velocidade. A situação se agravou quando a água invadiu a parte da frente da embarcação, levando-a a afundar rapidamente em questão de minutos.

Durante o naufrágio, a falta de coletes salva-vidas e a superlotação da lancha foram fatores que contribuíram para a tragédia. Júlia Moraes destacou que muitos passageiros não tinham acesso a coletes em boas condições, o que dificultou a segurança de todos a bordo. Com a embarcação submersa, os passageiros tentaram se salvar correndo para a parte de trás da lancha, onde o desespero foi evidente e a solidariedade entre eles se fez presente.

Após o naufrágio, Júlia relatou que a primeira embarcação que passou pelo local não prestou socorro, apenas registrou a situação em fotos e vídeos. A cena de pânico e desespero generalizado marcou o resgate dos sobreviventes, que ficaram à deriva aguardando ajuda. A ação do piloto da lancha Lima de Abreu XV foi questionada, levando à sua detenção e posterior libertação mediante pagamento de fiança, para responder por homicídio culposo.

Diante da gravidade do acidente, a Marinha do Brasil mobilizou equipes de busca e resgate, incluindo aeronaves e embarcações especializadas. As operações de resgate e busca pelos desaparecidos continuam, com o apoio de mergulhadores e embarcações na região do naufrágio. Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação foi instaurado para apurar as causas e responsabilidades do ocorrido, visando prevenir futuros acidentes semelhantes.

Os relatos da sobrevivente Júlia Moraes evidenciam a gravidade da situação enfrentada pelos passageiros do Lima de Abreu XV e a importância de medidas rigorosas de segurança em embarcações de transporte de passageiros. A tragédia no Encontro das Águas serve como alerta para a necessidade de fiscalização e cumprimento de normas de segurança marítima, visando garantir a integridade e a vida dos passageiros que utilizam esse meio de transporte na região.

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