Solto, pastor envolvido em escândalo do MEC alega “guerra contra evangelho”

Gilmar Santos se manifestou sobre prisão durante transmissão de culto pela internet na madrugada deste domingo.

Um dos pastores presos nesta semana por envolvimento em liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) para aliados do titular Milton Ribeiro se pronunciou sobre o assunto na madrugada deste domingo (26). Gilmar Santos afirmou chorando aos fiéis que a ação policial teve cunho espiritual. A declaração ocorreu durante um culto evangélico em Aparecida de Goiânia.

“Esta guerra não é contra um, é contra o Evangelho, contra a família que ensinamos, contra os pilares que a igreja evangélica ensina”, comentou brevemente dias após ser liberado pela Polícia Federal. Ele foi citado pelo ex-ministro da Educação como um dos responsáveis pela indicação de prefeituras que receberiam com prioridade dinheiro público da pasta. O pastor Arilton Moura compartilharia a tarefa, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Santos se limitou a acrescentar que não abordará mais o tema por enquanto, mas pretende convidar a imprensa no futuro para apresentar detalhes. Por meio de uma “Carta ao Povo de Deus” postada em sua rede social no Instagram, Gilmar afirmou que interesses políticos manipulam a verdade e transparência dos fatos porque haveria uma luta para enfraquecer o governo. De acordo com ele, a prisão foi ilegal e inconstitucional.

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O desvio de verbas comandado por uma espécie de gabinete paralelo chegou a ser confirmada por Ribeiro em ligações telefônicas. Agora, todos os envolvidos negam a prática.  Ele reconheceu em entrevistas que colaborou na aproximação entre colegas e ex-ministro Milton Ribeiro. A operação da PF prendeu ainda outras  três pessoas: o ex-titular Milton Ribeiro, o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia, Helder Barbosa, e o ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do MEC, Luciano Musse.

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