Sophie Charlotte ainda não tem um álbum para chamar de seu, como o ator Gabriel Leone, que se assume cantor com o recém-lançado álbum “Minhas lágrimas”. Contudo, a atriz tem soltado cada vez mais a voz suave em gravações dissociadas de trabalhos em séries e novelas.

No álbum “Gal 80 – Uma homenagem sinfônica”, disponível nos aplicativos de áudio desde ontem, 29 de março, Sophie canta duas músicas do repertório de Gal Costa (1945 – 2022), cantora interpretada pela atriz na cinebiografia “Meu nome é Gal” (2023).

Com o toque da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres, Sophie divide com Wilson Simoninha a interpretação da canção “Sorte” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985) – reeditando o dueto feito por Gal com Caetano Veloso na abertura do álbum “Bem-bom” (1985) – e canta “Flor de maracujá” (João Donato e Lysias Ênio, 1974), música lançada por Gal no álbum “Cantar” (1974).

Detalhes do Tributo Sinfônico a Gal Costa

As duas gravações fazem parte do concerto sinfônico apresentado em 26 de setembro de 2025, dia do 80º aniversário de Gal Costa, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal de Gal. É por isso que, no canto de “Sorte”, Sophie altera o verso “Acende a noite aqui na Guanabara”, cantando “Acende a noite aqui na Concha”, enquanto Simoninha opta por manter o verso na forma original. O arranjo orquestral das duas gravações de Sophie no concerto “Gal 80” foram feitos por Tiago Djape Pallone.

Além da dupla participação no tributo sinfônico a Gal, Sophie Charlotte poderá ser ouvida em “Mais simples”, EP que José Miguel Wisnik lançará em 10 de abril com gravações inéditas de músicas do compositor nas vozes de intérpretes como Caetano Veloso e Djavan.

No EP “Mais simples”, Sophie canta “Cacilda”, música composta por Wisnik em homenagem à atriz Cacilda Becker (1921 – 1969) – para peça sobre a artista encenada em 1998 sob direção de José Celso Martinez Corrêa (1937 – 2023) – e lançada em disco na voz de Maria Bethânia no álbum “A força que nunca seca”, em 1999, trinta anos após a saída de cena de Cacilda.

Importância Histórica de Cacilda Becker

No songbook de Wisnik, Sophie Charlotte revive “Cacilda” com o toque do violonista João Camarero. A música, que remete à renomada atriz Cacilda Becker, traz à tona a importância histórica e cultural dessa grande artista, que marcou o teatro brasileiro com suas performances icônicas. A interpretação de Sophie traz à tona a memória e o legado deixado por Cacilda, enaltecendo sua contribuição para a arte nacional.

Além disso, ao trazer à tona essas referências e homenagens musicais, Sophie Charlotte não apenas exerce sua versatilidade artística, mas também resgata e preserva a memória de figuras importantes como Gal Costa e Cacilda Becker, mantendo viva a história e a influência desses ícones da cultura brasileira.

Com sua participação em projetos musicais de grande relevância e emoção, Sophie Charlotte se destaca não apenas como talentosa atriz, mas também como uma artista completa, capaz de transmitir sensibilidade e profundidade em suas interpretações. O público aguarda com ansiedade suas próximas incursões musicais e atuações artísticas, certos de que serão marcadas por sua excelência e emoção.