SSP amplia divulgação do aplicativo Mulher Segura

Para ampliar a divulgação do aplicativo Mulher Segura, a Secretaria de Segurança Pública promoveu nesta quarta-feira ,11, uma reunião com representantes da RedeMob Consórcio, operadora da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos, e da Secretaria-Geral de Governo.

Lançado em maio deste ano, o Mulher Segura conta com mais de 5 mil downloads nos sistemas IOs e Android e pode ser acessado por todas as mulheres em Goiás. As ações de parceria vão passar por um estudo interno e deverão contar com divulgação em banners e por meios eletrônicos.

Durante as tratativas, o superintendente de Tecnologia em Segurança Pública da SSP, coronel Sebastião Nolasco apresentou o aplicativo e contou sobre o trabalho.

“O aplicativo não vai substitui as ações já existentes e sim somar. É mais um passo que o governo dá ao permitir que as mulheres tenham mais uma ferramenta para acionar a segurança pública nos momentos de perigo” afirmou.

MULHER SEGURA

Por meio do aplicativo, a mulher em situação de perigo pode pedir ajuda, acompanhar o deslocamento da viatura e ter sua localização compartilhada com os policiais. Durante o lançamento do aplicativo, Gracinha Caiado destacou o trabalho da atual gestão do Executivo no combate a este tipo de violência.

“O que nós temos feito com todas essas ações é ser ágil para que a mulher possa ter um maior respaldo. Essa nova tecnologia é completa e irá, sem dúvida nenhuma, prevenir tragédias, preservar nossas famílias e proteger as mulheres”.

O diretor de transportes da RedeMob Consórcio Cézane Eduardo de Siqueira afirmou também durante a reunião na SSP, que a empresa está entusiasmada com a parceria.

“As mulheres são as que mais usam o transporte coletivo, conforme as nossas pesquisas internas. Essa parceria é fundamental, como nós já temos com a PM no Batalhão de Terminais, para que as mulheres se sintam cada vez mais protegidas”, disse.

BOLETINS DE OCORRÊNCIAS

Desde que a ferramenta começou a funcionar, foram gerados 476 boletins de ocorrências (RAIs). Os municípios com mais registros foram Goiânia (159) e Aparecida de Goiânia (76). Além dessas, outras cidades em diferentes regiões do estado também aparecem na lista, como Anápolis, Mineiros, Trindade.

Entre as ocorrências principais estão abordagem para averiguação de suspeito, ameaça e injúria. O programa permite acionamento rápido da Polícia Militar e a vantagem é justamente permitir que, no momento da violência em que a vítima está oprimida, possa contar com a rapidez do mecanismo e preservar sua vida e sua integridade física.

COMO FUNCIONA

O aplicativo está disponível gratuitamente tanto para aparelhos com sistema Android como para os que possuem o sistema iOS. Ele conta com login autenticado para todas as mulheres, acionamento de emergência para casos de violência e ainda sistema de georreferenciamento para localização mais precisa do chamado.

Para usar o aplicativo é preciso fazer um cadastro e autenticação de acesso; na tela principal há um botão de solicitação de ajuda; com o acionamento pela mulher, um atendente confirma a ocorrência e uma viatura policial é enviada para o atendimento emergencial.

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Operação desmantela esquema de fraudes de R$ 40 milhões no Banco do Brasil; grupo aliciava funcionários e terceirizados

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) lançaram uma operação para desarticular um grupo criminoso responsável por fraudes que somaram mais de R$ 40 milhões contra clientes do Banco do Brasil. A ação, realizada na manhã desta quinta-feira, 21, incluiu a execução de 16 mandados de busca e apreensão contra 11 investigados, entre eles funcionários e terceirizados do banco.
 
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), revelaram que os criminosos utilizavam dispositivos eletrônicos clandestinos, como modens e roteadores, para acessar sistemas internos de agências bancárias e obter dados sigilosos de clientes. Esses dispositivos permitiam que os criminosos manipulassem informações, realizassem transações bancárias fraudulentas, cadastrassem equipamentos, alterassem dados cadastrais e modificassem dados biométricos.
 
A quadrilha atuava de forma organizada, com divisão de tarefas específicas. Havia aliciadores que recrutavam colaboradores do banco e terceirizados para obter senhas funcionais; aliciados que forneciam suas credenciais mediante pagamento; instaladores que conectavam os dispositivos aos sistemas do banco; operadores financeiros que movimentavam os valores desviados; e líderes que organizavam e coordenavam todas as etapas do esquema.
 
As denúncias começaram a chegar à polícia em dezembro de 2023, e as investigações apontaram que o grupo criminoso atuava em várias agências do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, incluindo unidades no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Vila Isabel, Centro do Rio, Niterói, Tanguá, Nilópolis e Duque de Caxias.
 
O Banco do Brasil informou que as investigações começaram a partir de uma apuração interna que detectou irregularidades, as quais foram comunicadas às autoridades policiais. A instituição está colaborando com a investigação, fornecendo informações e subsídios necessários.
 
A operação contou com a participação de cerca de 25 equipes policiais e tem como objetivo apreender dispositivos eletrônicos ilegais, coletar provas e identificar outros integrantes do esquema criminoso. Além disso, as autoridades estão em busca do núcleo superior do grupo criminoso e dos beneficiários dos recursos desviados.

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