O Supremo Tribunal Federal (STF) acumulou 78,6% de menções negativas nas redes sociais em março de 2026, em uma amostra de 56,2 milhões de postagens. As críticas se concentraram em Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques, enquanto elogios foram direcionados a André Mendonça. Apenas 11,4% das menções foram neutras, e menos de 10% defendiam a instituição.
O estudo “STF sob pressão digital”, da AtivaWeb Datalab, revelou que a manutenção da situação por três meses consecutivos indica uma consolidação da crise de imagem da Corte. A análise qualitativa ressaltou que, embora as críticas sejam direcionadas a ministros específicos, o usuário médio associa ministro e Corte em um sentimento de aversão.
Crise Institucional em Evidência
O relatório destaca a necessidade de evidenciar o caráter temporário dos mandatos, explicar o funcionamento das decisões colegiadas e contextualizar as decisões monocráticas e os julgamentos históricos da Corte. A rejeição nas redes sociais demonstra a relevância de ações para fortalecimento da imagem do STF no ambiente digital.
Atualmente, o STF possui 3,4 milhões de seguidores nas redes sociais, enquanto o presidente Lula acumula 36,1 milhões e o ex-presidente Jair Bolsonaro soma 61,4 milhões. O presidente do STF, Edson Fachin, articulou a criação de um código de ética após o caso Master atingir a reputação dos magistrados.
Reconstrução de Imagem Necessária
O ministro Flávio Dino busca recuperar o apoio popular com medidas que controlam as emendas parlamentares e restringem benefícios acima do teto salarial do funcionalismo público. A má reputação nas redes sociais evidencia a urgência de ações para reverter a crise de imagem do STF.
“A percepção nas redes sociais reflete diretamente na imagem pública do STF, exigindo medidas rápidas e eficazes para reconquistar a confiança da população”, ressaltou o estudo “STF sob pressão digital” da AtivaWeb Datalab.


