Em sessão extraordinária e por unanimidade, STJ afasta o ministro Marco Buzzi por importunação sexual
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve prorrogar para 14 de abril o prazo para a conclusão da sindicância aberta para investigar o ministro Marco Buzzi, alvo de denúncias de importunação sexual.
Em fevereiro, por unanimidade, o STJ decidiu afastar Buzzi do cargo enquanto durar a apuração. O ministro está, inclusive, impedido de entrar nas dependências do tribunal.
Ministro do STJ Marco Buzzi
A sindicância pode recomendar a abertura de um processo administrativo contra o ministro. Uma eventual punição pode chegar a aposentadoria compulsória.
Segundo ministros, a prorrogação vai permitir que a sindicância aprofunde as apurações, com análise detalhada e tomada de depoimentos.
Nos bastidores, ministros do STJ avaliam que uma alternativa para Buzzi seria pedir aposentadoria, mas isso precisaria ser feito antes da abertura do PAD.
Ao comunicar o afastamento do ministro, o STJ afirmou que a medida é “cautelar, temporária e excepcional.”
Buzzi é alvo de ao menos duas denúncias de importunação sexual, negadas por sua defesa. As denúncias foram feitas ao CNJ e relatadas ao STJ.
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A defesa do ministro nega as acusações e diz que não há provas. A prorrogação do prazo permitirá aprofundar as investigações.
Com a reunião para análisar a apuração adiada, o caso permanece em destaque e o futuro de Buzzi permanece incerto.




