O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nessa quinta-feira (19), a liminar
que pedia a soltura do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), da primeira-dama Eva Curió, de Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva e da vice-prefeita Tanya Karla Mendes, todos presos na operação que investiga o desvio de R$ 56 milhões dos cofres municipais.
A decisão é do ministro Sebastião Reis Júnior. No despacho, o ministro determinou que as autoridades envolvidas enviem informações sobre o caso. Depois disso, o processo será encaminhado ao Ministério Público Federal, que deverá se manifestar.
Também foi incluída nos autos uma certidão informando que o advogado Daniel de Faria Jerônimo Leite, responsável pela defesa dos acusados, já teve acesso antecipado à decisão.
Com o afastamento das principais autoridades do Executivo municipal, a administração entrou em colapso. A situação levou o Tribunal de Justiça do Maranhão a aprovar, em 26 de janeiro, a intervenção estadual em Turilândia, após pedido do Ministério Público.
O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo foi indicado pelo governador Carlos Brandão para assumir como interventor, com aprovação da Assembleia Legislativa.
A intervenção terá prazo inicial de 180 dias e tem como objetivo restabelecer a normalidade institucional, garantir a prestação dos serviços públicos essenciais e assegurar o cumprimento das decisões judiciais. Conforme determinação do TJ-MA, o interventor deverá apresentar um relatório circunstanciado em até 90 dias, com diagnóstico da situação da gestão e das providências adotadas.
O presidente interino da Câmara Municipal de Turilândia, Daniel Barbosa Silva, convocou oito suplentes para assumirem as vagas deixadas pelos vereadores presos por descumprimento de medidas cautelares.
A troca ocorre após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que converteu a prisão domiciliar dos parlamentares em prisão preventiva. Eles são investigados por participar de um esquema que desviou mais de R$ 56,6 milhões da Prefeitura de Turilândia. Os parlamentares estão presos no Presídio de Pinheiro.
Segundo a Justiça, os vereadores presos violaram medidas impostas em dezembro de 2025, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados. A decisão também excluiu dois vereadores, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, que não descumpriram as restrições e, portanto, não foram alvos do pedido de prisão.




