Suspeito de estupro coletivo em Copacabana é transferido e mídia reage.

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Suspeito de estupro coletivo em Copacabana é transferido

A loja Renner, que vende a camisa com a frase, em inglês, “Não se arrependa de nada”, retirou o item de suas lojas físicas e digitais. A retirada aconteceu 9 dias depois de um dos réus do caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, se entregar à polícia usando a camisa.

Vítor Hugo Simonin, de 18 anos, apareceu na 12ª DP (Copacabana) para se entregar à polícia no dia 4 de março utilizando a camisa com a frase, atribuída a grupos que pregam a superioridade masculina nas redes sociais.

Em nota ao g1, a Renner confirmou a informação, publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo, e afirmou que repudia “qualquer forma de violência ou conduta ofensiva e reafirma seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”

Expressão ligada a grupos machistas

Segundo apurou a GloboNews, a expressão aparece em discursos da chamada “machosfera”. Cunhado pela primeira vez em 2009, o termo descreve uma rede de comunidades de interesse masculino online.

Um dos ícones da machosfera, que incentiva o “regret nothing” como um dos lemas, é um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres.

De cabeça erguida

Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, se apresentou na 12ª DP (Copacabana) acompanhado do seu advogado, que fez questão de dizer que ele estava de “cabeça erguida”.

“Ele não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida”, disse o advogado Ângelo Máximo.

Procurada nesta segunda, a defesa de Simonin não se manifestou sobre a escolha da camisa. O modelo é vendido por uma grande rede de lojas de departamento e está esgotado.

Como foi o crime

A adolescente afirma que foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, para o apartamento de Vitor Hugo, em Copacabana, onde estavam outros 3 adultos.

Os maiores de idade são réus por estupro coletivo e cárcere privado. O menor responde pelos fatos análogos.

O advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, afirmou que o cliente nega participação no crime. Segundo a defesa, ele confirma que estava no apartamento, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido estupro contra a vítima.

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