O caso de feminicídio de Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, em Coxim, teve novas provas colhidas pela Polícia Civil. Imagens de câmeras de monitoramento e testemunhas foram fundamentais para determinar a autoria do crime, apontando o ex-marido, Márcio Pereira da Silva, como principal suspeito.
Com base no laudo necroscópico e nas imagens das câmeras, foi possível reconstruir o momento do crime, evidenciando a presença do pai e do filho da vítima na cena do crime. As câmeras captaram a discussão que antecedeu o assassinato, além de revelarem a saída do filho do local, momento em que uma testemunha relatou ter ouvido a frase: “meu pai acertou ela”.
O marido, Márcio Pereira da Silva, de 46 anos, teve pedido de prisão preventiva protocolado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim. A solicitação se baseia no histórico de agressões do casal e nas contradições encontradas nas declarações dos suspeitos, reforçadas pelas evidências das câmeras de segurança.
Após a análise das evidências e da cronologia dos fatos, as declarações do filho da vítima se mostraram consistentes, corroborando a culpa do pai no feminicídio de Nilza. Além da prisão preventiva de Márcio, foi requerida a revogação da prisão temporária do filho da vítima.
No desdobramento do caso, a Polícia Civil aguarda conclusão de laudos periciais para finalizar a investigação. A representação da Autoridade Policial seguirá para análise do Ministério Público e do Judiciário, marcando uma nova etapa no processo judicial.
O feminicídio de Nilza de Almeida Lima é um caso que evidencia a necessidade de investigações rigorosas em crimes contra mulheres. A obtenção de provas fundamentais, como as imagens das câmeras de segurança, é essencial para o esclarecimento e a garantia de justiça nas questões de violência doméstica e de gênero.
Diante dos desdobramentos do caso, a Polícia Civil reitera o compromisso com a elucidação de crimes de feminicídio, buscando trazer justiça para as vítimas e punição para os agressores. O apoio da sociedade é fundamental para coibir esses atos de violência e assegurar a proteção das mulheres contra agressões e crimes letais como o feminicídio.




