SÃO PAULO (SP) — Três suspeitos armados com fuzis foram presos na madrugada desta segunda-feira (8) após dispararem contra uma viatura da Guarda Municipal de Indaiatuba, no interior paulista. O caso começou quando o Departamento de Inteligência da corporação identificou um veículo circulando com placas clonadas. Equipes em patrulhamento tentaram abordar o automóvel blindado, mas os ocupantes reagiram a tiros, iniciando uma perseguição que terminou com o grupo encurralado em um condomínio de alto padrão no residencial Terra Magna.
Antecedentes criminais e arsenal do trio
Os três detidos possuem extensa ficha criminal, conforme dados oficiais divulgados. Um deles, egresso do sistema prisional em 2022, tem registros por porte ilegal de arma e receptação. Outro, que deixou a prisão em 2021, acumula passagens por roubo, estelionato, formação de quadrilha, resistência e furto. O terceiro, em liberdade desde 2012, responde por roubo e porte de arma. Dois deles têm endereços em SÃO PAULO (SP) e um em Monte Mor (SP). Com o grupo, foram apreendidos dois fuzis calibre 7,62 mm, um fuzil calibre 5,56 mm, uma submetralhadora calibre 9 mm, duas pistolas — uma .45 e outra 9 mm —, além de coletes à prova de balas. O carro utilizado, com indícios de ser produto de roubo, também foi recolhido.
Negociação com suposta vítima e silêncio dos suspeitos
Durante a abordagem, os criminosos alegaram ter um refém dentro do veículo, o que prolongou a negociação. Uma advogada passou a representá-los, enquanto agentes da Guarda Municipal e do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da Polícia Militar atuavam no local. No momento da rendição, porém, apenas três ocupantes desceram do automóvel, desmentindo a alegação. Após a prisão, todos optaram por permanecer em silêncio. “Não é normal, não é comum esse tipo de armamento estar nas ruas. Tentamos conversar para saber qual era o intuito deles, mas nenhum quis falar”, afirmou o sargento de Souza, da PM, em declaração à imprensa. Nenhum guarda ficou ferido, mas um dos suspeitos foi atingido no braço e encaminhado para atendimento médico. O caso segue sob investigação.


