No dia 8 de novembro, Vinícius Gritzbach foi assassinado no Aeroporto de Guarulhos, um evento que desencadeou uma investigação intensa e controvérsias sobre a condução do caso. Dois dos três homens presos sob suspeita de envolvimento no crime foram liberados em menos de 24 horas, enquanto o terceiro suspeito ainda aguarda a decisão de sua audiência de custódia.
Os irmãos Allan Pereira Soares e Marcos Henrique Soares Brito foram presos em flagrante na zona leste de São Paulo, acusados de posse de munição de fuzil. A prisão ocorreu após denúncias anônimas indicarem que o local onde estavam era usado para armazenar armas ligadas ao crime organizado. No entanto, durante a audiência de custódia realizada no sábado, 7, a Justiça relaxou a prisão, considerando o flagrante ilegal, conforme recomendação do Ministério Público.
Já o terceiro suspeito, Matheus Soares Brito, de 19 anos, segue detido e aguarda a decisão de sua audiência de custódia. Segundo a Polícia Civil, ele seria responsável por ajudar na fuga de um olheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) para o Estado do Rio de Janeiro. A força-tarefa criada para investigar o caso informou que munições e celulares foram apreendidos durante as operações e serão submetidos à perícia.
Autoridades e Críticas
As autoridades mantêm as investigações sob sigilo, mas acreditam que cinco pessoas participaram diretamente do assassinato de Gritzbach: dois atiradores, um motorista, um olheiro no aeroporto e outro suspeito envolvido na fuga. O secretário-executivo de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, defendeu o trabalho da polícia diante das críticas sobre possíveis precipitações. “Estamos dedicados a este caso há um mês. Nosso foco é dar uma resposta à sociedade e colocar os responsáveis atrás das grades”, afirmou.
Vinícius Gritzbach tinha ligação com o PCC e havia delatado integrantes da facção criminosa antes de ser assassinado. A Secretaria de Segurança Pública informou que as diligências continuarão para desmantelar os esquemas do grupo criminoso e esclarecer as circunstâncias do crime. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a atuação da polícia nas redes sociais, mas a revogação do flagrante gerou questionamentos sobre a condução do caso.



