BRASÍLIA, SEGUNDA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2026 – Nº 4.283 Tarcísio e Flávio Há exatamente um ano, em fevereiro de 2025, a Coluna publicou que Flávio Bolsonaro era o nome do clã para candidatura à Presidência da República, o que foi oficializado só em dezembro. A equação é simples: Tarcísio de Freitas (Rep), o governador de São Paulo, sempre disse que era candidato à reeleição, nunca falou em Planalto. Quem quer ver Tarcísio presidente, hoje, é a Febraban, CNA e CNI, entidades controladas por bancos, agronegócio e indústria que, tradicionalmente, criam agendas propositivas para candidatos e almejam lançar um nome que lhes atenda. Ao contrário de Anthony Garotinho e João Doria Jr – que tinham cenários favoráveis para reeleição aos governos do Rio e SP, respectivamente, quando se lançaram a presidente – Tarcísio não mordeu essa isca de armadilha. Vai a uma tentativa de reeleição com altos índices de aprovação, e abriu caminho para o plano de Jair Bolsonaro. Resta saber com quem essas instituições poderosas, representativas de boa parte do PIB, vão desfilar de mãos dadas a partir de julho. Com o presidente Lula da Silva ou o Zero Um dos Bolsonaro.



