Técnico de enfermagem preso por importunação sexual em hospital de Porto Alegre

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Um técnico de enfermagem de 40 anos foi preso preventivamente na terça-feira (17) por suspeita de importunação sexual contra ao menos 14 colegas. Os crimes teriam sido praticados contra mulheres no Hospital Conceição, em Porto Alegre.

Segundo a Polícia Civil, o homem possui antecedentes por estupro de vulnerável contra criança e importunação sexual. Ele não teve o nome divulgado.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) informou que o colaborador ingressou na instituição de saúde em agosto de 2025, via concurso, e está afastado das funções desde o dia 2 de janeiro. Uma sindicância foi aberta e mais de 20 testemunhas foram ouvidas, acrescenta o GHC.

Investigação e detalhes

De acordo com a investigação policial, foram registradas 13 ocorrências contra o homem. As vítimas têm entre 31 e 53 anos.

O técnico de enfermagem foi detido no bairro Jardim Itu Sabará, na Zona Norte da capital. Após os trâmites legais, ele foi encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), centro de triagem de presos.

Reações e pronunciamentos

A direção do Grupo Hospitalar Conceição emitiu uma nota afirmando que não tolera abusos de qualquer natureza e reforçou o compromisso com o acolhimento das vítimas e repressão dos crimes contra a mulher.

A delegada Fernanda Campos, titular da 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, destacou o comprometimento da Polícia Civil com o acolhimento das vítimas e repressão dos crimes contra a mulher.

Nota do Grupo Hospitalar Conceição

Com relação ao técnico de enfermagem preso pela polícia nesta terça-feira (17/03) em Porto Alegre, por suspeita de importunação sexual, o Grupo Hospitalar Conceição esclarece que o mesmo está afastado de suas funções desde o dia 02/01/26.

O processo contra o funcionário foi aberto em 26/12/25, quando a primeira denúncia chegou à Corregedoria e imediatamente abriu processo disciplinar para investigação. De 29/12/25 até 09/01/26 foram ouvidas 24 testemunhas que confirmaram as denúncias de importunação sexual contra 15 vítimas.

Consequências e reflexão

A direção do GHC reitera que não tolera abusos de qualquer natureza e enfatiza a importância da atuação da Corregedoria na apuração dos casos. Medidas foram adotadas para prevenir e combater o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

As vítimas estão sendo acompanhadas pela Rede de Atendimento a Mulheres em situação de violência, serviço instituído pelo GHC para acolher, oferecer apoio psicológico e amparo.