Técnicos administrativos de universidades federais do Pará entram em greve
Alunos do campus de Belém da Universidade Federal do Pará (UFPA) relataram que o
restaurante universitário do setor profissional não funcionou.
1 de 1 Campus da UFPA no bairro do Guamá, em Belém. — Foto: Divulgação
Campus da UFPA no bairro do Guamá, em Belém. — Foto: Divulgação
Técnicos administrativos de três universidades federais do Pará entraram em
greve nesta segunda-feira (23).
Os servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal do
Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e da Universidade Federal do Oeste do Pará
(Ufopa) aderiram à greve nacional por tempo indeterminado.
O movimento, que busca o cumprimento de acordos firmados com o governo federal
em 2024, já causa impacto na rotina acadêmica, como a suspensão do restaurante
universitário do setor profissional do campus de Belém, segundo estudantes.
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Somente na UFPA, cerca de 2.500 técnicos administrativos estão distribuídos em
todos os campus do estado. Os servidores são fundamentais para o funcionamento
diário dos espaços, onde atuam desde a abertura de salas de aula e gestão de
restaurantes universitários até a garantia de contratos, licitações e operação
de laboratórios.
A paralisação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições
Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes). Segundo os
integrantes, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) optou por não
aderir neste primeiro momento para priorizar eleições internas, mas mantém o
debate sobre o tema.
O DE solicitou posicionamento às universidades e ao Ministério da Educação
(MEC), mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.
REIVINDICAÇÕES
De acordo com o sindicato, as reivindicações dos trabalhadores focam em pontos
cruciais. Entre as demandas está a implementação de um Regime de Subsídio por
Carreira (RSC) inclusivo para todos os membros da categoria, a atenção à pauta
dos aposentados e o respeito geral aos compromissos previamente estabelecidos
entre a categoria e o governo.
Apesar da greve, o sindicato informa que há uma orientação para a manutenção de
serviços essenciais. Essa medida visa diminuir os transtornos, garantindo o
funcionamento de serviços críticos como o restaurante universitário para
estudantes em vulnerabilidade social, o pagamento de bolsas, além da manutenção
de infraestruturas como energia elétrica, abastecimento de água, segurança e os
atendimentos prestados nos hospitais universitários.
O Sindtifes informou que a lista exata de serviços essenciais ainda está sendo
construída e deliberada em assembleias. Para esta primeira semana de
paralisação, o comando de greve da UFPA organizou uma série de atividades. Veja
abaixo:
Nesta terça-feira (24), haverá passagem pelos setores da universidade. Na
quarta-feira (25), está programada uma panfletagem para dialogar com a
comunidade acadêmica sobre os motivos da greve. Já na quinta-feira (26), os
trabalhadores participarão de um debate sobre conjuntura política e o RSC.
Os servidores pontuaram que assembleias gerais estão agendadas para todas as
terças-feiras, às 10h, no hall da reitoria da UFPA em Belém. Reuniões do Comando
Local de Greve acontecerão todas as sextas-feiras, no mesmo horário e local.
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