Após o temporal que atingiu Belo Horizonte nesta quinta-feira (29), a cidade contabiliza estragos e segue em alerta de risco geológico. A Defesa Civil da capital foi acionada para 45 ocorrências relacionadas às chuvas até as 11h desta sexta-feira (30). Bairros como Betânia registraram quedas de granizo, intensas chuvas e fortes ventos, resultando em danos diversos.
Os estragos causados pelo temporal mobilizaram o Corpo de Bombeiros, que atendeu a 12 ocorrências de quedas de árvores durante o evento climático. Imóveis foram afetados, alagamentos foram registrados e deslizamentos de encostas preocuparam as autoridades. Parte da cidade continua sob risco geológico, com diversos pontos sendo monitorados após os impactos das chuvas.
A Defesa Civil de Belo Horizonte realizou 45 acionamentos por motivos variados até as 8h, com concentração de ocorrências nas regiões de Venda Nova, Centro-Sul e Barreiro. A Cemig também foi acionada devido a episódios de falta de luz, principalmente nos bairros Milionários, Buritis e Estoril. A cidade registrou mais de 300 raios e ventos superiores a 87 km/h durante o temporal.
As regionais Pampulha, Centro-Sul, Oeste, Venda Nova e Noroeste continuam sob risco geológico moderado até terça-feira (3), conforme informações da Defesa Civil. Ruas como a Avenida Prudente de Morais, na região Centro-Sul de BH, foram alagadas, impactando o trânsito e a mobilidade na cidade. Quedas de árvores próximas ao Shopping Pátio Savassi e na Avenida Nossa Senhora do Carmo chamaram a atenção da população.
A Prefeitura de Belo Horizonte mobilizou equipes para lidar com os estragos provocados pelo temporal, como a queda de uma árvore na marginal do Anel Rodoviário. A situação resultou na interdição da via, com a retirada dos galhos em andamento. Recomendações da Defesa Civil incluem atenção ao grau de saturação do solo, sinais construtivos e possíveis impactos como quedas de muros, deslizamentos e desabamentos.
Para identificar sinais de deslizamento e prevenir acidentes, a população deve ficar atenta a trincas nas paredes, água empoçada, portas e janelas emperrando, entre outros indícios. Medidas preventivas como instalação de calhas, reparos em vazamentos e evitar descartes irregulares são essenciais. Em caso de emergência, a população deve acionar os órgãos competentes como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.




