A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto — Foto: Montagem/g1
O tenente-coronel Geraldo Neto, preso por ser suspeito de matar a esposa com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal no Brás, Centro de São Paulo, afirmou em interrogatório à Polícia Civil, que a dependência financeira da esposa, Gisele Alves Santana, agravada por empréstimos, era o principal obstáculo para o divórcio e que tentou garantir um novo emprego para viabilizar a separação.
Geraldo foi preso preventivamente na última quarta-feira (18), quando se tornou réu na Justiça por feminicídio e fraude processual.
Segundo depoimento, a dependência financeira era o principal entrave para a concretização do divórcio. No interrogatório, ele afirmou que, embora ambos manifestassem o desejo de se separar, Gisele disse para ele, em conversas ocorridas em novembro, que não tinha condições financeiras de se manter sozinha e sustentar a filha.
COMO FOI O DIA ANTERIOR À MORTE
Segundo o tenente-coronel relatou à Polícia Civil, na manhã do dia 17 de fevereiro ambos frequentaram a academia em horários distintos: ele foi das 8h às 9h e Gisele das 9h às 10h. Ao retornar, por volta das 11h, Gisele trancou-se na suíte, onde passou a dormir com a filha pequena, e lá permaneceu durante todo o dia.
Por volta do meio-dia, ela solicitou que Geraldo buscasse uma marmita encomendada na portaria do prédio. Ele alega que pegou e entregou a refeição na porta do quarto. Ela, então, pegou a comida e alimentou-se sozinha em seu interior, enquanto ele passou a tarde na sala assistindo televisão.
O policial afirma que a rotina de silêncio foi interrompida por volta das 18h30, quando Geraldo sugeriu que tomassem um café, já que ele não havia almoçado. Gisele aceitou e os dois sentaram-se no sofá da sala, onde conversaram por aproximadamente duas horas.




