Tenistas estrangeiros presos por injúria racial em SC recebem liberdade provisória
Os dois tiveram passaportes apreendidos e haverá monitoramento eletrônico deles. O atleta venezuelano imitou macaco para a torcida e colombiano xingou funcionário do clube onde ocorreu a competição.
Os dois tenistas estrangeiros, um venezuelano e um colombiano, presos em Santa Catarina por injúria racial foram soltos em audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (23). Eles tiveram os passaportes apreendidos e vão ser monitorados eletronicamente, conforme informações do Poder Judiciário catarinense.
O crime aconteceu na tarde de quinta (22) durante o Itajaí Open de Tênis, realizado no Clube Itamirim, na cidade de Itajaí, Litoral Norte catarinense. Luis David Martínez (Venezuela) e Cristian Rodriguez (Colômbia) ofenderam torcedores dentro de quadra com gestos imitando um macaco e também por xingamentos com conteúdo racista direcionados ao funcionário do clube.
Os xingamentos e ofensas racistas foram registrados por espectadores, que acionaram a polícia. Os dois foram presos após deixarem o local e irem para o hotel onde estavam hospedados. Após as atitudes racistas, os dois tenistas foram detidos pela Polícia Militar e levados à delegacia, onde foram presos em flagrante.
O TJSC informou que foi concedida a liberdade aos atletas desde que eles cumpram algumas medidas, como: proibição de sair de Itajaí por mais de sete dias sem autorização judicial, ficar em casa em períodos determinados, apreensão de passaporte e monitoramento eletrônico. Como eles são estrangeiros, foram enviadas comunicações à Polícia Federal e às embaixadas dos respectivos países de origem, Venezuela e Colômbia.
A PM narra que o caso começou após os dois perderem a partida para uma dupla brasileira. O tenista venezuelano, de 36 anos, ainda em quadra se dirigiu à torcida “com gestos discriminatórios imitando um macaco ao coçar as axilas”, segundo o relatório policial. Testemunhas também relataram aos policiais que o atleta colombiano foi quem chamou o funcionário de macaco. Ele estava na delegacia no momento em que foi reconhecido. A organização do Itajaí Open se manifestou em nota lamentando o caso e repudiando ações de racismo e discriminação.




