O PL Mulher, liderado por Michelle Bolsonaro, comunicou o adiamento do primeiro evento da ala feminina do partido em Tocantins, originalmente agendado para os dias 6 e 7 de fevereiro. O cancelamento foi motivado pela ‘atual situação’ de Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama, resultando na necessidade de ‘readequação da agenda previamente planejada’. Uma nova data para o evento será divulgada posteriormente. Desde 2023 à frente do PL Mulher, Michelle tem buscado promover lideranças femininas e impulsionar candidaturas pelo partido. Contudo, recentes tensões e afastamentos temporários levantaram questionamentos sobre o futuro da atuação política dela.
Durante as movimentações políticas em 2026, a relação de Michelle com o clã Bolsonaro tem sido instável, com atritos públicos envolvendo articulações partidárias e alianças em potencial. As tentativas da ex-primeira-dama de buscar diálogo com ministros do STF e possíveis alianças para as eleições presidenciais têm gerado descontentamento entre os filhos de Bolsonaro, principalmente Flávio Bolsonaro. As tensões internas da família Bolsonaro têm influenciado diretamente na gestão e atividades do PL Mulher, o que culminou no cancelamento do primeiro evento do ano.
A expectativa de ampliação do número de eleitas pela legenda e a formação de alianças estratégicas estão sendo impactadas pelas divergências internas e disputas de liderança no clã Bolsonaro. A possibilidade de uma chapa com Tarcísio de Freitas passa pelo cenário político conturbado e pelos interesses individuais dos membros do partido. O adiamento do encontro entre Bolsonaro, Tarcísio e Flávio reflete as incertezas e jogadas políticas em meio às eleições em andamento.
Ainda que o cancelamento do evento do PL Mulher seja justificado pela necessidade de reorganização da agenda diante das tensões políticas, a ação sinaliza um momento delicado para a gestão de Michelle e as articulações do partido. A fragmentação interna da sigla e as disputas pelo controle político têm impactado diretamente nas estratégias eleitorais e na imagem de unidade do grupo. O adiamento do evento apenas evidencia as dificuldades enfrentadas pela ex-primeira-dama e pelo próprio partido em um cenário político conturbado.
Em meio à crise interna e às diversas pressões políticas, a liderança de Michelle no PL Mulher passa por um teste de fogo, com desafios constantes e obstáculos a serem superados. A busca por alianças estratégicas e a condução da agenda política do partido exigem habilidades de negociação e articulação que serão postas à prova diante das tensões crescentes no ambiente político nacional. O desfecho dessas estratégias e alianças pode determinar os rumos do partido e a participação de Michelle Bolsonaro nas próximas eleições.




