O primeiro-ministro do Iêmen renunciou e foi substituído pelo chanceler do país, em meio a um cenário de crescentes tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. A renúncia de Salem bin Breik foi aceita pelo Conselho Presidencial de Liderança do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, que nomeou Shaya Mohsen Zindani como novo primeiro-ministro, de acordo com informações da agência estatal de notícias Saba.
Em dezembro de 2025, um grupo separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, o Conselho de Transição do Sul, assumiu o controle de áreas no sul e no leste do Iêmen, avançando até regiões próximas à fronteira com a Arábia Saudita, gerando preocupações com a segurança nacional do reino saudita. Posteriormente, forças apoiadas pelos sauditas conseguiram retomar parte dessas áreas que estavam sob o controle do grupo separatista.
Além dessas tensões regionais, questões geopolíticas e relacionadas à produção de petróleo têm contribuído para a instabilidade na região, expondo diferenças entre as duas potências do Golfo. Apesar de terem atuado em conjunto anteriormente, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos agora enfrentam discordâncias em diversos assuntos, ampliando as fricções entre os países.
A nomeação do chanceler Shaya Mohsen Zindani como novo primeiro-ministro do Iêmen ocorre em um momento delicado para a região, que já enfrenta uma crise humanitária decorrente da guerra civil travada no país. A coalizão liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos para combater os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, tem sido alvo de críticas internacionais devido às consequências devastadoras para a população local.
As mudanças no governo do Iêmen refletem as profundas divisões e rivalidades que marcam a região do Golfo Pérsico, evidenciando a complexidade dos interesses em jogo e os desafios para a estabilidade regional. A renúncia do primeiro-ministro Salem bin Breik e a nomeação de Shaya Mohsen Zindani sinalizam uma nova fase política para o país, à medida que as tensões entre as potências regionais continuam a influenciar os rumos da região.




