Uma mulher de 26 anos foi esfaqueada pelo ex-companheiro, de 39, na noite de quinta-feira (26) na Zona Norte de São Paulo em mais um caso de tentativa de feminicídio na cidade. A vítima sobreviveu ao ataque do homem, que não aceitava o fim do relacionamento. O agressor fugiu e é procurado pela polícia. O crime aconteceu na Rua José Maria Peixoto, na Cachoeirinha. A mulher, que trabalha como auxiliar de serviços gerais, contou que estava voltando do trabalho quando foi abordada pelo ex-parceiro por volta das 23h. Ele começou a gritar com ela, acusando-a de estar com outro homem. O casal estava separado desde outubro de 2025, após três anos de relacionamento.
Durante a discussão, o homem pegou uma faca e desferiu golpes na cabeça, pescoço, nuca, mão e peito da vítima. Um pedestre presenciou as agressões e conseguiu intervir, retirando a faca do agressor, que fugiu do local. Outras pessoas que estavam na região prestaram socorro à mulher e acionaram uma ambulância, que a levou para o hospital. Após receber os cuidados médicos necessários, a mulher foi encaminhada ao 72º Distrito Policial (DP), Vila Penteado, para prestar depoimento à Polícia Civil. O agressor segue foragido, e as autoridades continuam em busca dele.
Este não é um caso isolado na cidade de São Paulo. Levantamentos mostram que já foram registradas diversas tentativas de feminicídio somente este ano na capital. Em um dos acontecimentos, uma jovem de 18 anos foi esfaqueada pelo ex-companheiro, de 37 anos, na Zona Leste. O agressor foi preso em flagrante pela polícia após o incidente na Rua Carolina Brant, em Guaianazes. A vítima conseguiu sobreviver aos ferimentos e recebeu atendimento médico. A violência contra a mulher é uma realidade que preocupa as autoridades e a sociedade em geral.
A preocupação com a violência doméstica e o feminicídio é evidente, especialmente após um aumento significativo no número de casos nos últimos anos. Medidas protetivas têm sido adotadas, mas mesmo assim, os pedidos cresceram aproximadamente 1.000% em uma década. São Paulo, infelizmente, tem batido recordes de feminicídios, o que indica a urgência de ações efetivas para combater essa grave questão social. É fundamental que haja uma mobilização conjunta de órgãos governamentais, instituições e toda a sociedade para prevenir e coibir a violência contra as mulheres, garantindo seu direito à vida e à segurança.




