LOUVEIRA (SP) — Um homem foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (17) após tentar atear fogo na própria mulher e na filha, em uma residência no bairro Monterrey. O agressor confessou o crime à Polícia Militar e, segundo as vítimas, já havia protagonizado um episódio semelhante há 12 anos. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Científica e a perícia foi realizada no local, onde foram apreendidos objetos usados na ação criminosa.
Motivação e dinâmica do ataque
De acordo com o relato das vítimas aos policiais, o homem chegou em casa visivelmente agressivo e tentou atacá-las. Houve luta corporal e, durante o confronto, ele quebrou o celular da esposa. Não conseguindo queimar as vítimas diretamente, o suspeito despejou gasolina nas roupas e em outros pertences delas, iniciando um incêndio no quintal da residência. A mãe e a filha conseguiram escapar e acionar a polícia, que chegou rapidamente ao endereço. A ação foi registrada como dupla tentativa de feminicídio.
O caso, ocorrido em SÃO PAULO, reforça a gravidade da violência doméstica na região. A família afirmou que há 12 anos o homem já havia cometido um ataque semelhante contra a esposa, o que evidencia um padrão de comportamento violento. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a fundo as circunstâncias da tentativa de homicídio.
Apreensão de objetos e perícia
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no imóvel. Durante os exames, foram apreendidos um taco de golfe, um galão de combustível e roupas queimadas, que teriam sido utilizados pelo agressor. O material será analisado como parte das provas do inquérito policial. A delegacia de Louveira ficou responsável pelo caso e determinou a prisão em flagrante do homem.
Atendimento às vítimas e estado de saúde
A mulher e a filha foram encaminhadas à Santa Casa de Louveira para avaliação médica. Até a última atualização desta reportagem, o estado de saúde delas não havia sido divulgado oficialmente. O suspeito foi levado à delegacia da cidade e permanece preso, aguardando audiência de custódia. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando os vestígios para concluir o inquérito.



