A cúpula do Progressistas analisa que o convite de Flávio Bolsonaro à senadora Tereza Cristina para compor a chapa presidencial veio tarde e sem chances de prosperar dentro do partido. Segundo dirigentes do PP, a senadora realizou uma abertura de conversas com Flávio como resposta à pressão do agronegócio.
A interpretação nos bastidores é que Tereza Cristina fez um gesto ao setor produtivo, especialmente ao agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vinha cobrando uma aproximação com o candidato do PL. Mesmo com as conversas iniciais sobre a vice-presidência, a legenda manteve neutralidade no processo eleitoral.
Por que Tereza Cristina aceitou o convite de Flávio Bolsonaro?
A avaliação interna é de que a senadora fez o gesto apenas para atender às pressões do agronegócio, principalmente de Mato Grosso do Sul. O encontro entre os políticos aconteceu recentemente, mas a falta de condições políticas e formais no PP impossibilitou qualquer aliança.
O PP identificou obstáculos burocráticos para viabilizar a aliança, e a decisão da legenda foi de manter a neutralidade. Mesmo com defensores da aliança, a falta de vantagens levou a cúpula do partido a recusar a proposta.
Quais os desdobramentos dessa decisão?
A direção do PP desconsiderou a possibilidade de uma aliança com Flávio devido à falta de vantagem política. O presidente do partido, Ciro Nogueira, e setores da legenda, trabalharam por uma aliança que acabou não se concretizando, já que o cenário eleitoral indica apoio ao presidente Lula como mais vantajoso.
Diante disso, o PP decidiu não assumir um papel de sustentação em uma campanha em dificuldade. A legenda considera que não há benefício em ser a ‘tábua de salvação’ de uma candidatura sem viabilidade aparente.





