Os EUA estão agora em uma situação delicada com o término iminente do prazo do Tratado Nuclear com a Rússia. Este acordo, que limita o número de ogivas nucleares estratégicas implantadas por cada país, chegará ao fim em 5 de fevereiro, aumentando as pressões sobre Washington para determinar os próximos passos a serem tomados.
Segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal e pela agência Sputnik Internacional, o governo dos Estados Unidos está avaliando diferentes alternativas que vão desde a prorrogação temporária do tratado até o encerramento completo do mesmo. Esse último cenário é considerado potencialmente desestabilizador para o equilíbrio estratégico global.
Especialistas em controle de armamentos apontam que existem três principais caminhos em análise. O primeiro seria aceitar a proposta russa de manter os limites atuais do tratado por mais um ano e, em seguida, iniciar negociações mais abrangentes com Moscou sobre novos acordos de controle de armas.
A segunda opção envolveria aceitar a prorrogação condicionada por um ano, associada à retomada das inspeções presenciais previstas no acordo, que foram suspensas nos últimos anos devido às tensões bilaterais. Já a terceira alternativa considera deixar o tratado expirar sem substituição imediata, preparando-se para um cenário sem limites formais para ogivas estratégicas.
Do lado russo, o Kremlin espera por uma resposta oficial de Washington. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que Moscou ainda não recebeu uma resposta à proposta feita pelo presidente Vladimir Putin para estender informalmente as disposições do Novo START por um ano.
Putin, por sua vez, reiterou sua disposição em declarações feitas no ano passado, afirmando que a Rússia está disposta a respeitar os limites quantitativos do tratado, desde que os Estados Unidos adotem a mesma postura. Esta decisão de Washington, à beira do término do tratado, terá impactos duradouros sobre a estabilidade estratégica global e as negociações internacionais de não proliferação.




