Terras raras: demanda crescente impulsiona extração em Minas Gerais

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Uso industrial em diversos setores faz demanda por terras raras crescer em todo o mundo

Extração em Minas Gerais auxiliará o país a ter mais autonomia frente ao mercado externo, podendo se tornar um dos principais exportadores

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Com a transição energética e a busca cada vez maior por fontes mais limpas de energia em todo o mundo, alguns minerais pouco conhecidos pela maioria das pessoas começaram a despontar, entre eles, as terras raras. Basta olhar ao redor para verificar o quanto elas estão inseridas na vida cotidiana, pois são usadas em áreas de elevada tecnologia e estão presentes em lâmpadas de LED, painéis solares, fibras ópticas, TVs de tela plana, circuitos e telas sensíveis ao toque de tablets e celulares, equipamentos médicos e odontológicos, notebooks e até mesmo em cosméticos e produtos farmacêuticos, entre outras aplicações. As terras raras são tidas como essenciais para a transição energética em nível mundial porque estão presentes na composição dos ímãs de alta eficiência usados em tecnologias que se baseiam em energias renováveis, como os motores de carros elétricos e de turbinas de geração de energia eólica, por exemplo.

Mas afinal, o que são terras raras? São um conjunto de 17 elementos químicos (lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio), normalmente encontrados na natureza misturados a minerais nas rochas ou no solo. São compostos encontrados em lugares específicos do planeta, entre eles, na região da caldeira vulcânica no Sul de Minas Gerais, onde a Meteoric iniciou um projeto para a extração de argila iônica na zona rural do município de Caldas (MG).

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De aspecto terroso, apesar de não serem elementos escassos, são considerados raros por sua separação difícil, com um processo produtivo muito complexo e dispendioso. Daí vem sua denominação. “O uso de terras raras é essencial em diversos setores da indústria por causa de suas propriedades únicas, que têm um desempenho superior a muitos produtos. Elas integram os ímãs, por exemplo, que são primordiais para a eletrificação do mundo, ou seja, a substituição de combustíveis fósseis por eletricidade vinda de fontes renováveis, tornando a economia mais sustentável ao mesmo tempo em que reduz a poluição”, comenta Eder Santo, diretor de Sustentabilidade e ESG da Meteoric.

Metais estratégicos O Brasil possui a terceira maior reserva dos elementos terras raras do mundo, com um total de 21 milhões de toneladas, segundo estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). A demanda mundial desses elementos é crescente e o país tem potencial para atender entre 10% e 15% do mercado global na próxima década com os investimentos que estão sendo feitos no Brasil, que objetiva reduzir sua dependência externa.

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Atualmente, a companhia desenvolve o Projeto Caldeira na região do planalto do município de Caldas (MG). O objetivo é produzir um concentrado de terras raras para atender às necessidades de produtos e equipamentos utilizados na transição energética e novas tecnologias em nível mundial. Todo o projeto é pautado em métodos sustentáveis e nas melhores práticas de produção. “A empresa atua alinhando a produção de forma ambientalmente responsável, envolvendo também a comunidade local em seus projetos, inclusive, priorizando a capacitação e a contratação de mão-de-obra e prestadores de serviços localmente”, finaliza Santo. A empresa instalou o canal direto de comunicação com a comunidade Alô Meteoric, para sanar dúvidas e receber sugestões. Para isso, basta mandar mensagem via Whatsapp para o número (35) 99829-7001.

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