O Estado de Goiás assinou um memorando de entendimento com a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia (Jogmec) e a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic), estabelecendo cooperação em pesquisa, tecnologia e exploração de minerais críticos. O objetivo é desenvolver a cadeia produtiva no estado.
Os minerais em questão são utilizados na fabricação de ímãs de alta performance, fundamentais para o funcionamento de diversos equipamentos tecnológicos. Adriano da Rocha Lima ressalta a importância dessa cooperação para agregar valor à produção local.
O vice-governador Daniel Vilela aponta que Goiás representa cerca de 25% da produção potencial desses minerais, conhecidos como terras raras, que são foco de debates internacionais. Além disso, destaca a expertise japonesa nesse setor como oportunidade para alavancar a indústria local.
Adriano da Rocha Lima, secretário-geral de Governo, destaca que Goiás possui importantes reservas desses minerais, além de outros considerados críticos, como nióbio, cobre e alumínio. A cidade de Minaçu já se destaca internacionalmente na exploração de terras raras em argila iônica.
A Serra Verde Pesquisa e Mineração, em Minaçu, é a única fora da Ásia a produzir quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras em escala comercial. O Brasil é o segundo país com maiores reservas desses materiais, ficando atrás apenas da China.
Para especialistas, os minerais são cruciais na fabricação de ímãs de alta eficiência, utilizados em motores de veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de geração de energia. A parceria com o Japão é vista como uma oportunidade para impulsionar o setor mineral em Goiás.
“Se nós pegarmos um ímã de alta performance e compararmos o valor do mineral bruto com o valor do produto final, vemos o quanto de valor pode ser agregado se essa cadeia produtiva for desenvolvida aqui em Goiás”, afirma Adriano da Rocha Lima.
O acordo firmado entre Goiás e o Japão representa uma importante oportunidade para o desenvolvimento da indústria mineral no estado, além de reforçar a cooperação em pesquisas e tecnologia. A expectativa é de que a parceria resulte em avanços significativos para o setor no Brasil.
O Brasil tem se destacado no cenário internacional como detentor de reservas expressivas de terras raras, e essa parceria com o Japão reforça a importância estratégica do país nesse segmento. A colaboração é vista como um passo fundamental para impulsionar a indústria mineral e tecnológica no país, contribuindo para sua autonomia e desenvolvimento sustentável.




