Thór Júnior emula com perfeição o canto e os maneirismos de Tim Maia (1942 – 1998) — Foto: Caio Gallucci / Divulgação
A partir de agosto de 2011, Tiago Abravanel deixou de ser conhecido como neto do apresentador de TV e empresário Silvio Santos (1930 – 2024) e fez o próprio nome como ator ao interpretar Tim Maia em musical de teatro sobre o cantor e compositor carioca.
Quinze anos depois, o fenômeno se repete em cena. Incrível na pele e na voz de Tim Maia, o ator e cantor baiano Thór Júnior faz valer a nova montagem de “Tim Maia – Vale tudo – O musical”, espetáculo que acaba de chegar ao Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do Síndico, em temporada no Teatro Casa Grande, após ter passado por São Paulo (SP) entre outubro e dezembro de 2025.
Crítica Musical de Teatro
Direção artística: Pedro Brício
Direção musical e arranjos: Carlos Bauzys
Cotação: ★ ★ ★
Com semelhança assombrosa, Thór Júnior segura o musical e a atenção do público ao longo das duas horas e meia de espetáculo. À atuação de Thór (fascinante ao emular com perfeição o canto, o fraseado e os maneirismos de Tim Maia), soma-se o clima de baile que permeia todo o musical.
“Tim Maia – Vale tudo – O musical” é mais baile do que teatro. A dramaturgia é rala. E tem um erro indesculpável, ainda mais sendo o texto assinado por Nelson Motta, biógrafo de Tim Maia.
Reprodução de Feats Históricos
Como de praxe em musicais biográficos, outros cantores entram em cena para reproduzir feats históricos com Tim Maia. Há o dueto antes da fama com Elis Regina em “There are the songs” (1969) e há o encontro com Gal Costa no programa “Cassino do Chacrinha” para cantar “Um dia de domingo”. Em cena, Elis é Elá Marinho e Gal é Mari Rosinski.
Entre os feats de Tim com cantoras, o número mais vibrante é o canto de “Vale tudo” com Sandra de Sá, impagável na pele de Suzana Santana. Já Roberto Carlos é retratado de forma caricatural por Tiago Herz.
Conclusão
Enfim, vale tudo para entreter o público. Sob esse prisma, é inegável que o espectador sai feliz após ver o musical sobre Tim Maia, ao som do funk “Do Leme ao Pontal”, certamente encantado com a performance fenomenal de Thór Júnior como o lendário e imortal cantor.




