Tio de Suzane Richthofen: polícia aguarda laudos para saber o que matou médico
encontrado em casa
Após uma semana, delegacia em SP investiga caso de Miguel Netto como morte
suspeita. Para peritos, ele pode ter tido morte natural. Mas só exames do IML e
IC dirão o que o matou.
Suzane Von Richthofen é solta pela justiça
Após uma semana, a Polícia Civil ainda aguarda os resultados dos laudos da
Polícia Técnico-Científica para saber como morreu e o que matou o tio de Suzane
von Richthofen em São Paulo.
Miguel Abdalla Netto era médico e foi encontrado morto por um vizinho, na tarde da última sexta-feira (9), em sua casa no Campo Belo, na Zona Sul da capital paulista. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.
A principal hipótese é de morte natural, possivelmente em decorrência de um ataque cardíaco, segundo peritos ouvidos pelo DE.
Mas somente o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) poderão confirmar isso. Os exames periciais ainda não ficaram prontos. Os resultados costumam ser entregues, em média, após um mês.
Suzane, de 42 anos, se tornou conhecida após por mandar matar os pais em 2002. No último sábado (10), ela foi com seu advogado a uma delegacia em São Paulo para tentar liberar o corpo do tio materno. Mas ela não conseguiu porque uma prima dele já havia feito isso.
O médico tinha 76 anos e também ficou conhecido na mídia por ter se tornado tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane.
Isso ocorreu após os assassinatos do casal Manfred Albert e Marísia von Richthofen. Andreas tinha 15 anos na época e está atualmente com 38. Miguel administrou os bens do então adolescente até ele completar 18 anos.
Formado em farmácia e bioquímica pela USP, Andreas não compareceu à delegacia para reclamar o corpo do tio.
Suzane se apresentou como sobrinha de Miguel no 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo. É a mesma delegacia que registrou há 23 anos as mortes dos pais dela. A investigação, no entanto, foi feita por outra unidade policial, o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O engenheiro Manfred, de 49 anos, e a psiquiatra Marísia, de 50, foram
encontrados mortos na mansão onde moravam, também no Campo Belo. A polícia
descobriu que Suzane havia mandado seu namorado à época, Daniel Cravinhos, e o
irmão dele, Cristian, matarem o casal com golpes de barras de ferro.
Os três tentaram simular um latrocínio (roubo seguido de morte), mas depois
confessaram o crime e foram presos. O motivo seria a oposição dos pais ao namoro
de Suzane com Daniel, além do interesse na herança da família. Andreas não
estava na casa e não sabia do plano.
Quatro anos depois, Suzane, Daniel, e Cristian foram condenados pela Justiça.
Eles cumprem atualmente as penas em regime aberto.
PRIMA LIBEROU CORPO DE TIO
Quase 24 anos depois, ela voltou à mesma delegacia, desta vez para reclamar o
corpo de Miguel, irmão de sua mãe. Só que agora ela se identificou como Suzane
Louise Magnani Muniz, nome que passou a adotar desde que se casou em 2023 com o
médico Felipe Zecchini Muniz. Eles moram em Bragança Paulista, interior
paulista. Em 2024 tiveram um filho.
Mas chegando lá no DP, Suzane foi informada pelos policiais de que Carmem Silvia
Gonzalez Magnani, empresária de 69 anos, foi à delegacia e teve autorização para
retirar o primo do IML Central.
Na noite de domingo (11), de acordo com policiais, um serviço funerário
particular contratado pela familiar levou ele até o cemitério de Pirassununga,
no interior paulista. Ele foi enterrado na terça-feira (13).
Segundo policiais, com sua morte, Miguel deixa como herança a residência onde
morava. E também teria outros imóveis e dinheiro aplicado em bancos _ os valores
não foram divulgados. Também não há confirmação se o médico deixou algum
testamento com os nomes de eventuais herdeiros.
Em 2015, a Justiça de São Paulo oficializou a exclusão de Suzane da herança dos
pais dela. À época ficou decidido que o patrimônio de R$ 10 milhões, entre imóveis e
aplicações financeiras, ficasse somente com Andreas.



