Um juiz federal dos Estados Unidos concedeu uma moratória à agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) para iniciar a devolução de recursos arrecadados com tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte. A decisão foi tomada após a CBP informar ao tribunal que não seria tecnicamente possível iniciar imediatamente o reembolso. Segundo Brandon Lord, diretor de programas comerciais da agência, o procedimento necessário para realizar a devolução estará pronto em pouco mais de um mês.
Empresas beneficiadas
A medida beneficia empresas que entraram na Justiça para recuperar valores pagos, incluindo grandes corporações como L’Oreal e FedEx, que movem ações individuais e coletivas. A CBP havia sido intimada a iniciar os reembolsos ainda nesta semana, mas o atraso técnico motivou a concessão da moratória.
Prazo e impacto econômico
O juiz federal reforçou que a suspensão temporária não altera a obrigação do governo de devolver os valores, apenas concede prazo adicional para ajustes operacionais. O impacto econômico das tarifas havia sido sentido por diversas empresas, que consideram o reembolso essencial para recompor fluxos de caixa e evitar prejuízos contábeis. A expectativa é que, uma vez finalizados os procedimentos, os pagamentos sejam realizados de forma escalonada, seguindo a lista de empresas afetadas.




