Entre janeiro e março de 2026, pelo menos 11 imigrantes morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos Estados Unidos, elevando o número de óbitos a níveis preocupantes. No ano passado, 31 mortes foram registradas, o maior número em duas décadas.
Detalhes dos casos
Em um dos casos, Emanuel Cleeford Damas, haitiano detido após ser preso por acusações de agressão, morreu em um hospital no Arizona. Seu irmão relatou que a morte foi devido a uma dor de dente não tratada e infecção associada.
Outro imigrante, Pejman Karshenas Najafabadi, iraniano de 59 anos, faleceu em um hospital no Mississippi. Ele tinha várias condições de saúde crônicas e sofreu parada cardíaca.
Alberto Gutierrez Reyes, mexicano de 48 anos, morreu em um centro médico na Califórnia após relatar tontura e falta de ar. A vereadora de Los Angeles alegou que ele foi negado atendimento médico enquanto estava sob custódia do ICE.
Investigações em andamento
O caso de Geraldo Lunas Campos, cubano de 55 anos, que faleceu no Camp East Montana, no Texas, está sendo investigado. Inicialmente considerado um “mal-estar médico”, o legista local provavelmente classificará a morte como homicídio, após relatos de um detento que viu guardas estrangulando Lunas.
A morte de Heber Sanchez Domínguez, mexicano de 34 anos, encontrado pendurado pelo pescoço em seu quarto no centro de detenção na Geórgia, também está sob investigação.
Situação alarmante
Os óbitos de imigrantes sob custódia do ICE nos EUA continuam a preocupar, levantando questionamentos sobre as condições de detenção e acessibilidade aos cuidados médicos adequados. As famílias dos falecidos e ativistas dos direitos dos imigrantes pedem por mais transparência e prestação de contas por parte das autoridades responsáveis.




