O homem que morreu após a explosão em um cilindro de oxigênio em uma fábrica de gases e equipamentos hospitalares foi identificado como Cristiano Andrade de Souza, de 29 anos. Ele deixa uma filha de dois anos e a esposa. O acidente ocorreu na noite de terça-feira (1º), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Dois homens, de 52 e 30 anos, ficaram feridos e foram encaminhados para o Hospital São José, em São José dos Pinhais, também na Região Metropolitana. Não há informações sobre o estado de saúde deles. Os funcionários estavam trabalhando no enchimento e carregamento de cilindros de oxigênio quando a explosão aconteceu. O local permanece isolado e não oferece riscos.
O Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Científica, Conselho Regional de Química do Paraná e outros órgãos de fiscalização trabalham na perícia para entender as causas do acidente. A empresa Rhomagas informou que está prestando assistência às famílias e que se solidariza com a situação. O abastecimento de oxigênio não será interrompido nos hospitais atendidos pela fábrica, pois ainda há cilindros disponíveis em sua sede em Curitiba.
Casas vizinhas foram atingidas pela explosão, com estilhaços de telhas se espalhando pela rua e causando danos às residências ao redor. Apesar dos estragos, não houve a necessidade de interditar as casas, segundo a Defesa Civil. Vicente da Silva, colega de Cristiano Andrade de Souza, foi a última pessoa a conversar com a vítima, descrevendo-o como uma pessoa excelente e muito camarada. Ele conseguiu escapar da explosão ao sair do local minutos antes para socorrer seu filho, que havia caído de bicicleta.