No caso do assassinato das funcionárias do Cefet pelo suspeito João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves, alegações de assédio moral no trabalho vêm a tona. O suspeito entrou com uma ação judicial contra a União justamente por esse motivo, solicitando indenização. A ação foi encerrada sem uma decisão no mérito, devido à autonomia administrativa do Cefet e a ausência de competência da União. João Antônio alegou que foi vítima de retaliação e isolamento no ambiente de trabalho, o que resultou em problemas de saúde mental.
Na fatídica situação, João Antônio efetuou disparos contra suas colegas de trabalho, a professora Allane de Souza e a psicóloga Layse Costa, que acabaram não resistindo aos ferimentos. Allane era uma renomada doutora em Letras, com experiência internacional e atuação ativa na área acadêmica. Além disso, era uma artista musical talentosa, integrante do Grupo Quilombo Urbano. Por outro lado, Layse era a primeira colocada em um concurso para o cargo de psicóloga, especializada em Gestão de Pessoas.
O ataque a tiros dentro do Cefet chocou a comunidade acadêmica e evidenciou a falta de segurança no ambiente de trabalho. O suspeito, após cometer o crime, tirou a própria vida no local. A Polícia Militar foi acionada e as vítimas foram encaminhadas para atendimento médico, mas infelizmente não resistiram. Testemunhas relataram momentos de pânico e desespero durante o episódio, destacando a falta de preparo para situações de emergência.
O cenário de violência e tragédias no ambiente de trabalho levanta questões importantes sobre a saúde mental dos funcionários, o assédio moral e a falta de medidas de segurança. A sociedade exige respostas e ações efetivas para prevenir casos semelhantes no futuro. A tragédia no Cefet evidencia a urgência de promover um ambiente de trabalho saudável, com medidas de proteção e suporte emocional aos colaboradores.
Diante do trágico desfecho do caso, é fundamental que as instituições repensem suas políticas internas, priorizando o bem-estar e a integridade dos funcionários. O assédio moral e a negligência às questões de saúde mental no ambiente de trabalho não podem ser tolerados. A conscientização e ações preventivas são essenciais para evitar novas tragédias como a que ocorreu no Cefet. A memória das vítimas deve ser honrada com mudanças efetivas e comprometimento com a segurança e bem-estar de todos.




