Pacientes da Unimed Ferj estão preocupados com as transferências para unidades da Baixada Fluminense devido à falta de vagas na capital. Famílias têm relatado que a operadora está encaminhando pacientes do Rio de Janeiro para hospitais em outras cidades, mesmo em situações graves e com cobertura contratual para atendimento na capital. Essa prática tem gerado desconforto e insegurança entre os usuários do plano.
Os relatos de transferências envolvem casos de pacientes com necessidade de atendimento urgente, como o do aposentado José Dílson, de 85 anos, morador da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Após sofrer um infarto e necessitar de atendimento cardiológico emergencial, ele foi informado de que precisaria dar continuidade ao tratamento em um hospital especializado em Nova Iguaçu, devido à falta de vagas nas unidades da capital. A família esperava pelo atendimento no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, mas não havia leitos disponíveis na unidade.
Além da questão da transferência para outra cidade, os familiares também questionam a qualidade do atendimento oferecido. A contratação do plano de saúde foi feita com base na expectativa de acesso a hospitais especializados no Rio de Janeiro, o que não tem sido cumprido, conforme os relatos. A situação de José Dílson não é um caso isolado, pois outros pacientes têm sido encaminhados para unidades fora da capital, inclusive para hospitais que atendem de forma simultânea pelo sistema público e particular.
Diante das dificuldades enfrentadas pelos pacientes e seus familiares, a Unimed Brasil informou que está reorganizando a rede e o fluxo de atendimento para priorizar a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários. Em relação ao caso específico de José Dílson, a operadora se comprometeu a avaliar a situação e fornecer uma resposta à família o mais rápido possível. Todas as informações serão apuradas para que as devidas providências sejam tomadas a fim de garantir o atendimento adequado.
A filha de José Dílson, Cláudia Fernandes, também relatou as dificuldades enfrentadas para conseguir o atendimento cardiológico necessário pelo plano de saúde. Após a entrada infartada do pai no pronto-socorro da Unimed Rio, a família precisou recorrer à Justiça para garantir o acesso ao tratamento emergencial. A demora e a burocracia para conseguir uma vaga em Nova Iguaçu geraram preocupação e insegurança para a família, que esperava um atendimento mais ágil e eficiente.
A recomendação da associação de hospitais do Rio de Janeiro para que unidades não aceitem pacientes da Unimed Ferj devido a dívidas também sinaliza um cenário de crise na operadora. Os funcionários do Hospital Unimed denunciaram falta de pagamento do décimo terceiro salário, o que indica um cenário de dificuldades financeiras. Diante desse cenário, é importante que a Unimed Ferj busque soluções para garantir o atendimento de qualidade aos seus beneficiários e evitar problemas futuros.




