SÃO PAULO (SP) — O trânsito das cinco maiores cidades da região de Campinas ganhou, em média, 165 veículos novos por dia em 2026, conforme dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Entre janeiro e maio, foram emplacadas 24.979 unidades zero quilômetro em Campinas, Americana, Hortolândia, Indaiatuba e Sumaré, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas.
A região metropolitana de Campinas, localizada no interior do estado de SÃO PAULO, concentra a maior parte desses emplacamentos, com destaque para a cidade de Campinas, que sozinha respondeu por 8.202 automóveis novos no período. O volume total de veículos licenciados reforça a pressão sobre o sistema viário local, que já enfrenta desafios de mobilidade urbana.
Automóveis lideram os emplacamentos na região
Os carros de passeio representaram a maior fatia dos veículos zero quilômetro negociados nos cinco primeiros meses do ano: 13.746 unidades, o equivalente a 55% do total. Campinas aparece na liderança com 8.202 automóveis, seguida por Indaiatuba (2.817), Americana (1.470), Sumaré (717) e Hortolândia (540). O segmento de comerciais leves somou 2.302 emplacamentos, com Campinas respondendo por 1.375 deles.
Motos concentram um terço das vendas no período
As motocicletas também tiveram participação expressiva, com 8.407 unidades novas emplacadas, ou 33,6% do volume total. Campinas novamente liderou, com 4.257 motos, seguida por Indaiatuba (1.423), Sumaré (1.110), Hortolândia (815) e Americana (802). A alta procura por motos reflete mudanças no perfil de mobilidade, com destaque para o uso em entregas e deslocamentos individuais. Caminhões (406 unidades) e ônibus (118 unidades) completam o levantamento, com Campinas também na frente em ambos os segmentos.
Em todo o Brasil, a Fenabrave registrou a comercialização de 2,2 milhões de unidades nos primeiros cinco meses do ano, alta de 15,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo o presidente da entidade, Arcelio Junior, a demanda por veículos permanece consistente apesar do cenário de juros elevados. “A demanda responde a incentivos que reduzam preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor e previsibilidade para investimentos”, declarou em entrevista à imprensa.



