Logo após a identificação do material radioativo, vítimas foram levadas para hospitais e colocadas em isolamento, evitando contato com outras pessoas. Os casos graves foram encaminhados para o Rio, onde receberam tratamento intensivo.
Em Goiânia, o Estádio Olímpico tornou-se um centro de triagem e descontaminação. Mais de 112 mil pessoas foram avaliadas e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente.
Agonia na descontaminação
No processo de descontaminação, vítimas tiveram roupas e objetos descartados e foram lavadas intensamente. Odesson Alves Ferreira relembra a experiência de ser lavado como uma Kombi.
Antes de compreender a gravidade, trabalhadores já atuavam nas áreas contaminadas. Cirilo Aquino Batista destaca a falta de informação e os riscos envolvidos.
Impactos além das mortes
Além das vítimas fatais, milhares foram afetados: mais de 112 mil monitorados, 249 contaminados e 129 precisando de acompanhamento médico permanente. Cerca de mil ainda recebem atendimento no Centro de Assistência aos Radioacidentados.
Desafios e legado
O acidente resultou em 6 mil toneladas de rejeitos radioativos e provocou alerta para riscos de até 200 anos. Especialistas monitoram depósitos de resíduos em Abadia de Goiás, buscando evitar novos incidentes.
As tragédias das vítimas fatais, como Leide das Neves Ferreira e Maria Gabriela Ferreira, marcaram duramente o episódio. A resposta emergencial mostrou-se desafiadora e deixou marcas nos envolvidos.
Os relatos das vítimas e trabalhadores revelam a complexidade da situação e a necessidade de medidas preventivas para lidar com eventuais acidentes radiológicos.



